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Agronomia e Direito vão até ao fim...

Vão recorrer da derrota nas meias-finais do Nacional e da descida à 3.ª Divisão

• Foto: DR
A Agronomia e o Direito vão recorrer, até às últimas instâncias, da decisão anunciada ontem pela federação de punir ambos os clubes com "falta de comparência não justificada" pelos acontecimentos do encontro das meias-finais do campeonato. A direção do organismo decidiu, por unanimidade, acatar o parecer do Conselho de Disciplina, que considerou que "a interrupção definitiva determinada pelo árbitro foi da responsabilidade dos jogadores de ambas as equipas, ao envolverem-se em confrontos", averbando, desta forma, uma derrota aos dois conjuntos, com todas as consequências que daí decorrem.

O próximo passo a dar por agrónomos e advogados será, portanto, o recurso para o Conselho de Justiça da federação mas, segundo apurámos junto de ambos os clbes, a defesa poderá mesmo vir a extravasar as fronteiras das instâncias desportivas se tal for necessário. O processo, de resto, já está há algum tempo nas mãos dos advogados, tanto em Monsanto como na Tapada da Ajuda, onde uma reação à possível decisão já estava a ser preparada.

A decisão, por outro lado, suspende definitivamente a final do campeonato da 1ª Divisão, o que pressupõe a atribuição do título de campeão ao Belenenses, vencedor da outra meia-final, sendo que Montemor e Benfica ficam na 1ª Divisão. Porém, os azuis preferem não dar o título como adquirido, enquanto não forem oficialmente notificados pela federação.

Regresso possível em menos de 5 anos

Agronomia e Direito são despromovidos ao último escalão sénior (CN3), ficando impedidos, nos próximos 5 anos, de regressar ao principal escalão. No entanto, uma alteração proposta pela direção, ao Artigo 30º, no início de maio, introduz uma distinção relevante para as faltas de comparência que, ao entrar em vigor, possibilitará a agrónomos e advogados regressar ao 1º escalão no menor tempo que conseguirem por via dos resultados desportivos.

Declaração de voto

A decisão direção foi acompanhada de uma declaração de voto, subscrita por todos os elementos, que sublinha não restar alternativa. "Declaro-me favorável à aplicação dos regulamentos, embora fique com a certeza de que estamos reféns de regulamentos extremamente rígidos que não permitem qualquer margem ou amplitude de decisões quanto à sanção, não se apresentando alternativa viável para lidar de forma coerente com esta situação", refere a declaração.
Por Sérgio Lopes
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