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Amado da Silva: «Economicamente não estou assim tão pessimista»
Presidente da FPR em entrevista
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RECORD - Ao contrário de outras modalidades, o râguebi não terá necessidade de reajustar as eleições ao adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio...
AMADO DA SILVA – É uma exceção porque não está ajustado ao ciclo Olímpico, mas sim ao campeonato do Mundo, portanto as eleições serão no final de 2023.
R - O plano estratégico para 2020-24 não é demasiado ambicioso, tendo em conta a recessão que se avizinha?
AS – Não! Em termos económicos, não estou assim tão pessimista. A principal fonte de receitas da World Rugby é o campeonato do Mundo, que foi em outubro, portanto, as receitas de muitos milhões de euros entraram todas na World Rugby. As competições internacionais que temos previstas no plano têm a ver com um suporte financeiro por parte das entidades estrangeiras. Não vamos gastar dinheiro que nunca teríamos.
«Não temos as condições exigíveis para competir»
R - Ainda é possível retomar o campeonato?
AS – Teoricamente, se o Governo disser que se pode competir, sim. Mas há outra questão, que é a existência de condições. E o râguebi não tem as mesmas condições para poder competir nos padrões sanitários exigíveis.
R - Como será a questão das subidas e descidas?
AS – Estamos a falar com os clubes e poderá haver algum rearranjo intercalar. Se houver uma solução em que estejamos todos de acordo, podemos implementá-la excecionalmente, sendo certo que na época seguinte volta tudo ao mesmo: 12 equipas na Divisão de Honra e 10 na 1ª Divisão. Este ano, excecionalmente, pode haver algum ajustamento, mas sempre de acordo com a grande maioria e em termos de subidas e descidas, não mais do que isso.