Federação de râguebi deseja retoma da competição sénior após reunião com a DGS

Carlos Amado diz que as autoridades viram com bons olhs as propostas do organismo

• Foto: Site da Federação Portuguesa de Rugby

A Federação de râguebi (FPR) reiterou esta terça-feira o desejo de retomar "no curto prazo" as competições do escalão sénior, "cumprindo todas as orientações", após uma reunião mantida com a Direção-Geral da Saúde (DGS) e o Governo.

Em comunicado, a FPR revelou que a reunião contou com a presença da Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, além de outros representantes da DGS e da Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, na qual o organismo apresentou o seu protocolo de retorno de todos os escalões do râguebi português em contexto de pandemia.

"A reunião correu muito bem. Creio que foram [DGS e Governo] sensíveis às nossas propostas, que viram como inovadoras, nalguns casos. Agora, irão analisá-las e comunicar-nos uma decisão", revelou à agência Lusa o presidente da FPR, Carlos Amado da Silva.

Entre as propostas apresentadas à DGS pelo organismo federativo estão as medidas aprovadas pelos clubes em Assembleia Geral, que preveem uma reorganização da Divisão de Honra, passando a incluir uma fase regional no início da competição para "evitar longas deslocações em território nacional".

A reformulação das regras nos escalões de formação, adotando a variante de 'Tag Rugby', de forma a reduzir significativamente o nível de contacto e de risco foi outra das propostas 'em cima da mesa', mas será no "controlo dos sintomas e das condições de higiene antes, durante e depois dos treinos e jogos", assim como na "testagem no escalão sénior" ao nível dos clubes que incidirá a atenção das autoridades de saúde.

"A proposta passa por uma testagem inicial a todo o plantel, como fizemos na seleção, e depois seriam testes rápidos, antes de todos os jogos, além da medição de temperatura e controlo dos sintomas antes de cada treino", explicou Amado da Silva.

Quanto à capacidade dos clubes para testar massivamente os plantéis antes de cada encontro, o líder da FPR referiu que os "testes rápidos" propostos têm um custo unitário de "aproximadamente 5 euros" e que está a ser avaliada a possibilidade de a própria FPR ajudar nessa despesa.

"Estamos a negociar um protocolo com uma multinacional que nos permita ter acesso a esses testes de forma vantajosa, mas ainda não está fechado. Esperamos chegar a um acordo rapidamente", revelou.

A reunião mantida hoje com a DGS e o Governo contou com a presença da direção da FPR ao mais alto nível, com Amado da Silva e o primeiro vice-presidente, Ricardo Nunes, além do diretor clínico do organismo, António Ferreira.

Sobre a possibilidade de retomar também os escalões secundários a nível sénior, Amado da Silva referiu que os clubes "apoiaram a ideia da regionalização" e que esse modelo "terá obrigatoriamente de prevalecer", mas também que a reunião mantida "ainda não teve consequências reais".

Desta forma, apenas está assegurado, para já, o início da Divisão de Honra, programado para 26 de setembro, enquanto a FPR aguarda 'luz verde' da DGS para retomar a competição nos escalões de formação, de acordo com as orientações que vierem a ser transmitidas pela DGS.

No dia 25 de agosto, a DGS atualizou as normas para a retoma das competições de modalidades coletivas, incluindo o râguebi e os desportos de contacto no grupo de alto risco.

A classificação do râguebi como modalidade de risco elevado nas orientações da DGS obriga a uma testagem de todos os agentes envolvidos na organização dos jogos oficiais até 48 horas antes do momento competitivo e, para os escalões de formação, impede mesmo o contacto físico em contexto de treino e a competição.

Entretanto, no início de setembro, os clubes nacionais de râguebi aprovaram, em Assembleia Geral da FPR, entre outras medidas, a alteração do modelo do campeonato para passar a incluir uma fase regional de forma a "evitar longas deslocações e contaminação de covid-19 entre cidades" e a adoção da variante 'Tag' em todas as competições de formação, para "prevenir o contágio da covid-19".

O Tag Rugby é uma variante de contacto mínimo, sem disputa de alinhamentos ou 'mêlées', onde os jogadores transportam à cintura duas fitas penduradas, seguradas por velcro, que ao serem arrancadas por um adversário se considera que o jogador foi placado.

Por Lusa

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