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Carlos Amado da Silva, presidente da FPR, aplaude iniciativa de oito clubes da Divisão de Honra
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A criação do torneio Super XV, anunciada por oito clubes da Divisão de Honra, "pode ser o primeiro passo" para uma Liga profissional, afirmou esta quarta-feira o presidente da Federação Portuguesa de Rugby (FPR).
Direito, Agronomia, Belenenses, Cascais, São Miguel, CDUL, Técnico e Benfica anunciaram, esta semana, a criação da "Super XV - Rugby Portugal", uma associação "que tem como objetivo reforçar o desenvolvimento, competitividade e sustentabilidade da modalidade" no país.
Contactado pela agência Lusa, Carlos Amado da Silva viu "com bons olhos" a iniciativa dos seis clubes que disputam, este ano, a fase de apuramento do campeão no campeonato nacional e dois do grupo da despromoção (Agronomia e Técnico).
"Até poderá vir a determinar o campeão nacional no futuro, como acontece noutras modalidades e no próprio râguebi noutros países. O Top 14 e a Pro D2 [ligas profissionais francesas], por exemplo, não são competições da federação [francesa], mas os seus vencedores são reconhecidos como campeões nacionais", exemplificou o líder federativo.
Por isso, este "pode ser o primeiro passo" para a criação de uma Liga profissional portuguesa, organizada pelos próprios clubes e que permita libertar a FPR para "as Seleções Nacionais e o desenvolvimento" da modalidade.
"Tudo passará por um entendimento entre todas as partes. A ideia em si é boa. Agora, vamos encaixá-la nos calendários, sendo certo que privilegiaremos sempre as competições internacionais [da Seleção portuguesa] e os Lusitanos XV. Desde que seja assim, é um bom princípio e pode ser um embrião para a formação de uma Liga, desde que os clubes se entendam", reforçou.
Outra condição colocada pelo presidente da FPR para que seja aceite no seio do organismo é que a associação seja "aberta e com um caderno de encargos que permita a outros clubes aderirem" se assim o desejarem.
"Depende dos seus estatutos. Não podemos permitir que seja um grupo fechado constituído apenas por alguns clubes de Lisboa. Mas não é isso que os clubes pretendem. O que pretendem é fazer uma prova privada. O princípio é bom, de os clubes organizarem-se, tem é de ser aberta", vincou.
À agência Lusa, o presidente do Direito, Luís Lança de Morais, confirmou que "o campeão nacional continuará a ser determinado pela Divisão de Honra", principal escalão competitivo português sob organização da FPR.
O modelo competitivo a adotar pelo "Super XV - Top 8" ainda está "em aberto" e "a própria Divisão de Honra poderá vir a servir de apuramento" para o torneio que pretende ser "um produto vendável e que crie prémios monetários para os clubes".
"A ideia não é colidir com a Divisão de Honra. Mas o âmbito da associação não se cinge somente à área desportiva. Tem como objetivo, também, criar sinergias e benefícios comuns aos seus clubes associados através da criação de uma economia de escala", destacou o dirigente do clube de Monsanto.
Uma "central de compras" para negociar conjuntamente "equipamentos, transportes, seguros desportivos e segurança, entre outros" são exemplos apontados por Lança de Morais do que os clubes podem beneficiar em associação.
Entre os principais objetivos da Associação 'Super XV - Rugby Portugal' destacam-se, numa nota conjunta divulgada pelos oito clubes envolvidos, o "desenvolvimento do râguebi português elevando os níveis de competitividade e exigência" e a "evolução das competições nacionais através de propostas de modelos competitivos mais atrativos e equilibrados".
"A associação pretende afirmar-se como uma plataforma de cooperação entre clubes, contribuindo para o crescimento da modalidade e para o reforço da competitividade do râguebi português com impacto positivo nos clubes, atletas, Seleções Nacionais, arbitragem, patrocinadores e adeptos", lê-se na nota divulgada.
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