Técnico pede demissão do presidente do Conselho de Arbitragem

Devido à resolução dos árbitros em se mostrarem indisponíveis para jornada de importantes decisões

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As imagens da batalha campal que levou à suspensão do campeonato de râguebi

O Técnico pede a demissão do presidente do Conselho de Arbitragem de râguebi, devido à " decisão dos árbitros em se mostrarem indisponíveis para arbitrar os seus jogos, bem como todos os demais da jornada" de importantes decisões na principal competição nacional. 

"É para nós uma decisão inaceitável e incompreensível a todos os níveis, cujo único prejudicado será o rugby nacional e a credibilidade do mesmo, que é dos poucos activos que ainda pensamos ter.
É uma decisão que, claramente, apenas terá por fundamento os interesses da classe mas não, de certeza, os interesses da modalidade", pode ler-se no comunicado divulgado no site do clube.

"Os clubes, os adeptos e, acima de tudo, os jogadores, mereciam mais consideração. (...) Somos de opinião que o presidente do Conselho de Arbitragem demonstra assim incapacidade para gerir a classe e que, logo que regresse do estrangeiro, já que a importância deste fim de semana de competição não mereceu a sua presença, apresente o seu pedido de demissão", refere.

Esta segunda-feira, a direção da federação (FPR) reuniu-se de emergência e decidiu suspender o campeonato nacional, na sequência dos acontecimentos que tiveram lugar no jogo da meia-final da prova, entre o Agronomia e o Direito, "os mais graves numa série de incidentes verificados desde a primeira jornada da presente época desportiva, que incluem invasões de campo, um número recorde de castigos por agressões e ofensas, incidentes envolvendo dirigentes e público, e até uma agressão a menor que foi exemplarmente castigada".


Leia na íntegra o comunicado:

"Os quatros clubes semi-finalistas do campeonato nacional foram surpreendidos na véspera do dia das decisões da principal competição nacional em Portugal, ao serem confrontados com a decisão dos árbitros em se mostrarem indisponíveis para arbitrar os seus jogos, bem como todos os demais da jornada.

É para nós uma decisão inaceitável e incompreensível a todos os níveis, cujo único prejudicado será o rugby nacional e a credibilidade do mesmo, que é dos poucos activos que ainda pensamos ter.
É uma decisão que, claramente, apenas terá por fundamento os interesses da classe mas não, de certeza, os interesses da modalidade.

Mais do que isso, demonstra uma total ausência de respeito pelos dirigentes e jogadores, na sua esmagadora maioria amadores, e todo o seu trabalho e tempo dedicado em prol da modalidade, que é completamente ignorado por quem toma este tipo de decisões.

Os clubes, os adeptos e, acima de tudo, os jogadores, mereciam mais consideração.

Os jogos serão sempre jogados e os jogadores terão oportunidade de esgrimir em campo os seus argumentos. A melhor equipa ganhará.

Mas o rugby já perdeu, quando intervenientes deste nosso jogo se permitem este tipo de intervenções, desta forma, com reivindicações tomadas de forma desrespeituosa para com os restantes intervenientes.

Somos de opinião que o presidente do Conselho de Arbitragem demonstra assim incapacidade para gerir a classe e que, logo que regresse do estrangeiro, já que a importância deste fim de semana de competição não mereceu a sua presença, apresente o seu pedido de demissão.

O rugby nacional merecia melhor.

Clube de Rugby do Técnico
A Direcção"

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