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Ideia é criar uma competição adicional, mas título de campeão nacional continuará a ser atribuído pela Federação
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O torneio Super XV anunciado na terça-feira por uma associação de oito clubes nacionais não vai colidir com a atual Divisão de Honra nem substituí-la na atribuição do título de campeão nacional, explicou esta quarta-feira a Record o presidente do Direito, Luís Lança de Morais, um dos clubes envolvidos no projeto que pretende, “em primeiro lugar, criar sinergias entre os clubes que estão num mesmo estágio de desenvolvimento”.
“A ideia não é colidir com a Divissão de Honra. Neste momento, vamos iniciar conversações com a Federação Portuguesa de Rugby para discussão dos modelos competitivos para a próxima época e uma dfas hipóteses poderá ser a própria tabela classificativa do campeonato servir de apuramento para o torneio”, esclareceu o líder dos rubro-negros, que integram o projeto juntamente com Agronomia, Belenenses, Cascais, São Miguel, CDUL, Técnico e Benfica.
Nesse sentido, vincou, “o campeão nacional continuará a ser determinado pela Divisão de Honra” da FPR e o que se pretende é criar “um produto que seja vendável e dê origem a um prémio monetário para os clubes”, além de permtir àqueles que têm maior profundidade de plantel “lançar novos jogadores na Divisão de Honra”, particularmente nas semanas em que existam compromissos das seleções nacionais. “Todos sairiam a ganhar. Os clubes teriam de recorrer aos jovens das equipas secundárias para disputar a Divisão de Honra, o que nivelaria o nível da competiçãpo e ajudaria, tambjérm, a elevar os clubes que estão num nível inferior”, exemplificou Lança de Morais.
O modelo competitivo, no entanto, ainda está “em aberto” e existem várias hipóteses em cima da mesa. Mas o âmbito da associação de clubes “não se cinge somente à área desportiva”. “Tem por objetivo, também, criar sinergias e benefícios comuns aos seus clubes associados, tais como criar uma economia de escala com uma central de compras para melhor negociar, por exemplo, equipamentos, transportes, seguros desportivos e segurança, entre outros”.
Ideia boa desde que seja aberta
Contactado por Record, o presidente da Federação Portuguesa de Rugby (FPR) afirmou que “a ideia é boa”, mas definiu uma condição: “Desde que seja uma associação aberta, com um caderno de encargos que permita a outros clubes que queiram aderir poderem fazê-lo, vejo com bons olhos e até incentivo”, assegurou Carlos Amado da Silva. “Agora, depende dos seus estatutos. Não podemos permitir que seja um grupo fechado com apenas alguns clubes de Lisboa”, vincou.
Segundo o líder federativo, este pode mesmo ser “o primeiro passo” para a criação de uma Liga profissional que liberte a FPR ficar “mais vocacionada para o desenvolvimento e as seleções nacionais”. “Tudo isto para por um entendimento entre as partes e havermos de fazer reuniões nesse sentido. A ideia é boa. Agora, vamos encaixá-la nos calendários, sendo certo que privilegiaremos sempre as competições internacionais e os Lusitanos XV”, concluiu Amado da Silva.
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