Jamor recebeu a festa do râguebi

Guinness promoveu evento para dar maior visibilidade à modalidade

À boleia da disputa do encontro entre Inglaterra e País de Gales e também do Portugal-Geórgia, o Jamor foi palco no sábado de uma verdadeira festa do râguebi, num evento promovido pela Guinness que teve como ponto alto a disputa de um encontro de figuras da modalidade em Portugal.

Com Kiko Magalhães e Gonçalo Uva enquanto capitães, o encontro era a 'feijões', mas a verdade é que quando a bola começou a rolar... a competitividade veio à flor da pele. Placagens, sprints vigorosos e vários embates de fazer faísca. Viu-se de tudo um pouco nestes 80 minutos de jogo, mas no final, com vitória da equipa de Kiko, todos saíram a sorrir e com a sensação de que o râguebi tinha saído a ganhar.

"Como dizemos no râguebi não há jogos a feijões. É um amigável, mas é sempre competitivo. No final todos somos amigos, há uma terceira parte a seguir, onde dá para falar, para bebemos umas cervejas, até para rir um pouco sobre episódios de jogo e do passado. Esses momentos é que são importantes", referiu Kiko Magalhães em declarações a Record.

Um discurso ao qual também adere Gonçalo Uva, que revelou ainda a existência de um pré-acordo para quem se quisesse proteger da 'violência' de alguns lances com a utilização de calções brancos. O acordo foi feito... mas ninguém os usou. "No aquecimento alguns ainda os traziam, mas assim que passámos para o jogo sentiram que podia correr pior ou que não iam entrar no espírito. Preferiram jogar menos, defender-se nesse sentido. O jogo foi a feijões, mas não há amigáveis no râguebi. Houve placagens duras, momentos bem jogados e com alguma competitivade, que é como gostamos, pois vivemos uma carreira toda nesse registo e hoje não poderia faltar", referiu.

E depois do encontro, seguiu-se a tal "terceira parte", que passou por um momento de convívio entre fãs, familiares e jogadores, no qual o ponto alto foi a exibição dos encontros de râguebi do dia. Um momento que Gonçalo Uva destaca como algo diferente, para repetir no futuro. "O râguebi é muito competitivo e normalmente vive-se muito em momentos de competição. Há sempre uma terceira parte, mas normalmente quem ganha vai celebrar e quem perde vai lamber as feridas. Hoje [ontem] sim foi uma união do râguebi. É isso que estamos a passar, tanto com o jogo como com a terceira parte. Tudo isto faz a modalidade ganhar reconhecimento e credibilidade, para que possa crescer e ter um futuro sustentável, de forma a ter melhores resultados".

Solidário

Para lá da promoção da modalidade, o evento deste sábado ficou também marcado por uma componente solidária, já que todas as verbas angariadas reverteram a favor da modalidade de râguebi em cadeira de rodas, desde os valores das vendas de restauração até à camisola e bola autografadas por todos os jogadores presentes. Uma componente solidária que deixou ambos os capitães orgulhosos.

De resto, tanto Kiko como Gonçalo reforçaram a necessidade de o râguebi ganhar mais dimensão no nosso país, especialmente junto dos mais novos. "Queremos passar os valores da modalidade a todas as pessoas, principalmente aos mais novos, pois trata-se de um desporto onde as crianças podem crescer muito. Portugal precisa e a nossa comunidade também, para que o râguebi possa crescer mais", explicou Kiko Magalhães, que por outro lado se mostrou bastante satisfeito por "ver as bancadas cheias" neste evento.

A finalizar, Gonçalo Uva seguiu a mesma ideia e assumiu que só com iniciativas deste género o râguebi pode evoluir ainda mais "Tudo isto faz a modalidade ganhar reconhecimento e credibilidade, para que possa crescer e ter um futuro sustentável, de forma a ter melhores resultados", concluiu.

De notar que neste evento esteve presente o embaixador da Irlanda, o país do qual é originário a cerveja Guinness.

Por Fábio Lima
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