Nuno Mendes saiu, entrou Afonso Costa. Agora, depois dos Jogos Olímpicos de Tóquio, é a vez de Pedro Fraga passar o testemunho. A quem? Ainda não se sabe, mas há várias hipóteses, garante Luís Ahrens Teixeira, presidente da Federação Portuguesa de Remo, frisando que a modalidade está bem e... recomenda-se.
"Estamos bastante confiantes para o que aí vem, para a sucessão. O facto de nos termos qualificado para Tóquio não quer dizer que estamos satisfeitos, mas estamos melhor do que há oito anos. Porque temos sucessores e nessa altura não. Já temos o Afonso, mas ainda há o Dinis Costa, o Vasco Bessa, entre outros. Queremos deixar as coisas prontas para o próximo ciclo de Paris, que até vai ser mais curto. Quem agarrar a oportunidade vai ter uma tarefa muito mais facilitada do que antigamente. Essa é a nossa preocupação e também a do Pedro Fraga", garante a Record o antigo remador.
No que toca a expectativas, o dirigente aponta... ao melhor possível. "Os remadores nunca estão contentes. Querem mais a cada remada, vivemos o dia a dia assim. Faltam três meses para os Jogos e vai ser assim até lá, porque os últimos oito anos também foram vividos desta forma. Se formos às ‘meias’, vamos querer a final, se formos à final, vamos querer as medalhas", atirou Luís Teixeira.
Por fim, o líder federativo frisa que há que procurar novas formas de convencer os mais novos. "Para os captar, temos de o fazer não só com o intuito do alto rendimento, temos de começar primeiro pelo lazer", concluiu.
Foco em mudar as mentalidades
A qualificação para os Jogos foi o atingir de um objetivo e, para Luís Ahrens Teixeira, não mais do que isso. "Foi um resultado natural tendo em conta o que tem vindo a ser feito. Mas isto não é nada. Nós cá festejamos os apuramentos olímpicos, mas isso vem da mentalidade. Lá fora, nos EUA, no Reino Unido, na Austrália, isso não acontece. Há que ter os pés no chão porque ainda não conquistámos nada", apontou.
Por outro lado, o dirigente destacou a motivação da equipa nacional após falhar os Jogos do Rio de Janeiro, em 2016. "Não fomos porque estávamos num processo de mudança. O Afonso representa essa nova geração. Sabíamos qual era o caminho e a motivação esteve sempre lá desde o primeira dia. Nos atletas, nos treinadores e na federação. Quem anda nisto, anda por missão e por isso a motivação esteve sempre em alta", garante.
Por Pedro Filipe Pinto