Três ouros mundiais sub-23 animam remo português rumo a Los Angeles'2028

Presidente da FPR satisfeito com os recentes mundiais

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Remadores em alta • Foto: FPR
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Os três títulos mundiais alcançados este fim de semana pela seleção portuguesa sub-23 de remo prometem "bons indicadores" para Los Angeles2028, onde a federação deseja estar igualmente representada na variante de mar, em estreia olímpica.

"É uma lança em África, porque são três medalhas de ouro que nos colocaram no quinto lugar do medalheiro. Foi um desempenho programado, pois, pelos testes que fizemos no CAR de Montemor-o-Velho, já sabíamos que íamos ter pódio", disse à Lusa o presidente da Federação Portuguesa de Remo (FPR), Luís Faria.

Diogo Gonçalves, em skiff (BM1x) e a dupla Pedro Rodrigues/Tomás Neves, em double-scull (BM2x), categorias olímpicas em Los Angeles2028, e João Veloso, em skiff peso ligeiro (BLM1x), conseguiram em Duisburgo, na Alemanha, os três primeiros títulos mundiais para o remo luso em sub-23.

Os pesos ligeiros deixaram de ser olímpicos para dar lugar ao remo de mar, no qual Portugal também tem brilhado, nomeadamente com a dupla mista Afonso Costa e Patrícia Baptista, bem como com Bruna Parente no feminino.

"Este ano, já houve outros resultados de excelência na pista, como o sétimo lugar -- triunfo na final B - das duas embarcações olímpicas na Taça do Mundo de Sevilha, seguida de dois nonos nos lugares em Lucerna, na Suíça. Isso significa que o sonho olímpico pode ser já em LA2028", considera o dirigente, que realça o valor dos seus atletas.

A maior parte dos apurados define-se no Mundial de 2027, restando uma ou duas vagas para uma derradeira prova Continental, a realizar em 2028: no remo de mar, a qualificação vai ser em evento único, em Oeiras, no ano anterior aos Jogos Olímpicos.

Diogo Gonçalves, Pedro Rodrigues e Tomás Neves integram já o Projeto Olímpico do COP numa idade precoce para o remo, já que nesta modalidade é entre os 26 e os 30 anos que os atletas costumam conseguir os melhores resultados.

Entre 24 e 30 de agosto, em Amesterdão, nos Países Baixos, os atletas portugueses vão disputar os mundiais absolutos, podendo, aí, "ter uma referência", aferir melhor o que precisam de evoluir na próxima época, "que será decisiva".

"Na pista, temos seis a oito remadores com potencial para ir aos Jogos Olímpicos, enquanto no remo de mar temos três ou quatro atletas em boa posição. É um trabalho de anos a dar frutos. A minha equipa está em funções há apenas 18 meses, pelo que tenho de dar mérito ao que fizeram equipas anteriores, nomeadamente a que me precedeu, liderada por Luís Ahrens Teixeira", sublinhou.

O presidente da FPR reconhece o "muito tempo de deserto que a modalidade atravessou para criar uma estrutura" que agora tem conseguido sucesso desportivo internacional que é mais potenciado pelos apoios complementares do COP e do IPDJ.

"Estamos a ter um ano excelente, mas a época ainda vai a meio. Temos os mundiais absolutos, os mundiais universitários, os Jogos do Mediterrâneo, os europeus e mundiais de remo de mar... que estes resultados se consolidem, tal como o impacto destes remadores no desporto nacional", concluiu.

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