Concha Balsemão: «Estou a trabalhar para chegar ao circuito mundial»

Aventura australiana da surfista algarvia divide-se entre o surf e os estudos

Tem apenas 18 anos e surpreendeu tudo e todos com o 9.º lugar conseguido esta semana no Great Lakes Pro, a prova que marcou o arranque do WQS 2021. A viver atualmente na Austrália, onde divide os seus dias com o surf e os estudos, Concha Balsemão foi até Boomerang Beach, em Nova Gales do Sul, para mostrar a todos a evolução que tem tido.

"Este foi o meu melhor resultado até ao momento na World Surf League. Desde que vim para a Austrália que tenho estado muito focada e a trabalhar intensamente para alcançar melhores resultados. Já evoluí desde que cheguei. Consegui entrar no programa Surfing Excellence na escola, o que me deu oportunidade de surfar com alguns dos melhores juniores da Gold Coast três vezes por semana. Estou no Clube de Snapper Rocks e tenho um campeonato do clube por mês, o que me faz manter o ritmo. Além disso tenho sido bem acompanhada e tenho dedicado muito tempo aos meus treinos", afirmou Concha Balsemão a Record. 

Destaca as condições de mar grande que encontrou em Boomerang Beach e que ajudaram a causar sensação na prova australiana. No entanto, por agora o foco são os estudos. "Este ano entrei para a Universidade onde vou começar as aulas para a semana. Vou estudar Business and Enterprise. Essa é a principal razão pelo qual não vou entrar nos próximos eventos do WQS. Em princípio, em maio vou participar na etapa do QS de Burleigh Heads, que fica mais perto de minha casa", frisa. 

"Concorri a uns trials do Sport Excellence Surfing na Escola PBC, onde consegui entrar. Vim fazer o 12.º ano com esse programa. Através dos resultados que fiz e, principalmente, pelo meu 2.º lugar no Queensland School Titles, em Setembro, na Sunshine Coast, ganhei uma bolsa de estudo para a Southern Cross University, que por acaso fica bem perto de Kirra e Snapper Rocks", ressalva Concha, sobre duas das ondas mais famosas na Gold Coast, no estado de Queensland, onde se encontra.

A localização tem permitido à júnior portuguesa surfar alguns dos melhores picos da região e com muito nível dentro de água. Na Gold Coast os que costumo surfar mais são D-bah, Snapper Rocks, Kirra, Burleigh Heads e Currumbin, que é onde surfo regularmente. E sempre que o swell sobe costumo ir para Noosa, que é sem dúvida um dos meus picos preferidos. Para os lados de Nova Gales do Sul gosto de surfar em Cabarita, Yamba e Lennox Heads. O nível é bastante elevado, praticamente todos os australianos surfam bem o que me faz querer evoluir e surfar com pessoas com tanto nível", assegura. 

Por fim, a surfista que é neta de Francisco Pinto Balsemão não esconde o desejo de regressar e no futuro lutar pelo acesso ao circuito mundial feminino. "Neste momento não tenho planos a longo prazo, mas, sim, vou voltar a competir em Portugal e na Europa com o objetivo de poder subir nos rankings do QS e poder qualificar-me um dia mais tarde para o WCT. Estou a trabalhar para isso e gostava muito que daqui a cinco anos estivesse a entrar para o WCT. Até lá vou continuar focada e com os meus planos de treino para continuar a evoluir", remata Concha.    

Por João Vasco Nunes
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