Etapas de Caparica e Santa Cruz confirmadas para reta final do QS europeu

Calendário viu ser cancelada a etapa marroquina

• Foto: WSL
A World Surf League anunciou esta quarta-feira o calendário da segunda metade da temporada do QS europeu. A grande novidade acaba por ser o cancelamento da etapa de Taghazout, em Marrocos, com as etapas de Costa de Caparica e Santa Cruz a serem confirmadas. Dessa forma, em 2022 restam três etapas para os melhores surfistas europeus lutarem pelas vagas de acesso às Challenger Series deste ano. As contas serão fechadas em Santa Cruz, onde termina o circuito de 2021/22.

Inicialmente marcada para Fevereiro, a etapa marroquina, que contava em simultâneo para o circuito europeu e para o africana, começou por ser adiada devido às restrições causadas pela pandemia. Agora, foi mesmo cancelada por este ano, não havendo, assim, ação nas míticas direitas de Anchor Point.

Dessa forma, às duas etapas portuguesas, que estão ambas marcadas para Abril, junta-se ainda uma prova QS3000 em Netanya, Israel, que tem começo marcado já para 15 de Março. É lá que o QS europeu será reatado, depois de na segunda metade de 2021 apenas se ter realizado uma etapa por completo, mais concretamente nos Açores. Isto porque a prova de Anglet, em França, que abriu a temporada europeia 2021/22 não foi terminada devido a falta de condições.

"Esta perna europeia é muito boa para aqueles surfistas que procuram o sonho de chegar à elite mundial", começou por dizer Francisco Spínola, responsável pela WSL Europa, Médio Oriente e África. "Vamos começar com dois QS3000 em duas semanas, em tipos de ondas diferentes, mas ambas com qualidade. Estamos felizes por oferecer boas condições aos atletas europeus, para depois mudarmos o foco para as Challenger Series.

Com Teresa Bonvalot a liderar o ranking europeu feminino, depois de ter vencido a etapa dos Açores, a armada lusa parte para esta reta final de temporada com ambições altas. No lado feminino, destaque ainda para o 3.º posto de Mafalda Lopes e para o 5.º posto da campeã nacional Kika Veselko. Yolanda Hopkins (9.ª), Carolina Mendes (13.ª) e Gabriela Dinis (18.ª) procuraram recuperar terreno num ranking em que apenas as sete melhores para as Challenger Series, sobrando ainda um wild-card feminino. No entanto, terão menos uma prova que os homens, pois o evento de Santa Cruz é apenas masculino.

Do lado masculino, onde se apuram os nove primeiros surfistas do ranking, mais um wildcard, o cenário não é tão positivo. Francisco Almeida é o melhor português, no 11.º posto, enquanto Vasco Ribeiro, campeão nacional e europeu em título, divide a 12.ª posição com Pedro Henrique. Guilherme Ribeiro (22.º) e Guilherme Fonseca (29.º) são os outros surfistas portugueses dentro do top 30 do ranking.

Depois do QS1000 femininos da Costa de Caparica, de 5 a 10 de Abril, e do QS3000 de Santa Cruz, que se disputa de 12 a 16 de Abril, os surfistas europeus qualificados terão cerca de um mês para se prepararem para o arranque das Challenger Series, que pelo segundo ano consecutivo definem as vagas para a elite mundial do ano seguinte – 12 vagas masculinas e 6 femininas.

Depois da estreia deste circuito em 2021, numa versão reduzida, em 2022 estão previstas oito etapas em quatro continentes diferentes, com a Ericeira a manter-se no calendário, em outubro. À prova portuguesa juntam-se ainda as de Gol Coast e Sydney, Austrália, ambas em Maio, Ballito, África do Sul, em Julho, Huntington Beach, Califórnia, em Julho e Agosto, Hossegor, França, em Outubro, Piha, Nova Zelândia, em Novembro, e, por fim, Haleiwa, Havai, em Novembro e Dezembro. Todas as etapas contam com prova masculina e feminina.
Por João Vasco Nunes
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