Ex-campeão mundial quer WCT em 2020 só com etapas no Oceano Pacífico

Sugestão de Wayne "Rabbit" Batholomew exclui, desde logo, a etapa portuguesa

A pandemia do novo coronavírus trouxe tempos complicados para o desporto mundial, sobretudo para o surf, que é feito através de um circuito global, disputado em todos os continentes do globo. Esta pandemia lançou uma grande incerteza quanto à realização do WCT 2020, que já viu a primeira etapa ser cancelada e mais algumas serem adiadas. Mas Wayne "Rabbit" Batholomew, campeão mundial em 1978 e grande idealizador do conceito do Dream Tour no início do século, parece ter encontrado a solução para isso.

Ora, o lendário surfista australiano sugere que a WSL faça uma "perna Pacífico" para decidir o campeão mundial de 2020. Isto partindo do princípio que é nesse oceano que existem algumas das ondas mais espetaculares e perigosas do planeta, a maior parte delas em ilhas que não sentiram um efeito tão grande da pandemia e que não terão tantas restrições de viagens.

Com esta sugestão, "Rabbit" tirava do circuito etapas como a portuguesa, que está prevista acontecer como já é habitual em Outubro, uma vez que a pandemia teve maior impacto na Europa, onde ainda é uma incógnita quando tudo regressará à normalidade. Outras etapas como a francesa, a de J-Bay ou a da piscina de ondas de Kelly Slater também não são abrangidas por esta ideia.

O antigo campeão mundial apresentou esta ideia ao jornal australiano "Gold Coast Bulletin", escolhendo apenas quatro ou cinco locais para realizar o circuito este ano. Além das famosas ondas tubulares do Pacífico, como Teahupoo (Taiti) ou Cloudbreak (Fiji), que já nem faz parte do atual WCT, "Rabbit" também deixaria ficar as etapas australianas de Bells Beach e Margaret River, finalizando o circuito no já tradicional Pipe Masters, no Havai.

"É um circuito restrito em termos de tipos de ondas, mas tem ondas de qualidade de sobre para coroar um campeão mundial", defendeu o icónico surfista australiano, que também já foi campeão mundial de Masters e Grand Masters. Resta esperar para ver se a WSL vai dar ouvidos a uma voz que já liderou a organização.    

Por João Vasco Nunes
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