Frederico Morais supera a repescagem em Margaret River com triunfo

Português vai defrontar o brasileiro Caio Ibelli na ronda 3

• Foto: Carlos Barroso
Frederico Morais continua em prova na etapa de Margaret River, depois de ter superado a repescagem, esta madrugada de sábado, com um triunfo convincente que o mantém vivo na luta pela permanência no CT, após o cut que sucede a esta etapa. Kikas mostrou-se mais confiante e assertivo taticamente e a sorte parece ter mudado para o surfista nacional, depois de uma derrota algo polémica na ronda inaugural.

Apesar de o dia em Margaret River ter sido dedicado maioritariamente à prova feminina, a organização decidiu colocar também na água apenas as repescagens masculinas. Frederico esteve em prova no heat 3, que controlou de início ao fim de forma irrepreensível. Com o mar mais pequeno na véspera, o surfista português encontrou duas direitas que acabaram por fazer a diferença nas contas finais.

Apesar do brasileiro Miguel Pupo ter conseguido a melhor onda da disputa, já na segunda metade do heat, com 7 pontos, os 12,90 pontos de Kikas superaram os 12 de Pupo, com o wildcard local Jacob Willcox a ficar pelo caminho, com apenas 10,74 pontos. Um resultado que dá uma grande injeção de moral a Kikas, num heat que não era nada fácil para o português.

Já antes do triunfo de Frederico Morais, Kelly Slater tinha sentido alguma dificuldade em apurar-se para a fase seguinte, terminando no 2.º posto do primeiro de quatro heats. O desfecho acabou por ser comum em todos, com os surfistas locais a ficarem pelo caminho. Além de Willcox, também Jack Thomas e Ben Spence disseram adeus, embora tenham dado boa réplica.

No último heat do dia aconteceu uma surpresa, que em nada favorece as contas do cut, com o havaiano Seth Moniz, que está já garantido na segunda metade do ano, a ser eliminado perante Samuel Pupo e Matthew McGillivray. Esta é mesmo a segunda vez seguida que Moniz perde de primeiro, depois de já ter acontecido em Bells Beach. Contudo, o facto de ter feito a final em Pipeline colocou-o a salvo nas contas pela continuidade no CT.

Após o desfecho da repescagem foi possível ficar a saber o quadro para a importantíssima e decisiva ronda 3. E depois de um draw madrasto na ronda inaugural, desta vez a sorte parece ter mudado para Kikas, que está a cair no seeding. Ainda assim, o português ficou emparelhado com um dos surfistas mais "acessíveis" entre os que estão no topo do seeding. Morais tem, agora, pela frente o brasileiro Caio Ibelli no heat 11 da ronda 3.

Ibelli fez um grande arranque de temporada, mesmo sem pertencer ao CT, de onde caiu no ano passado. Contudo, foi aproveitando os convites que teve e colocou-se na luta pelo top 5 do ranking, o que fez com que a WSL o mantivesse nas etapas em virtude das várias lesões que existem neste momento.

Esta será a sétima vez que Kikas e Caio se vão enfrentar na elite mundial, com a balança muito favorável ao brasileiro, cujo triunfo que mais ficou na memória foi o que em 2017 impediu Frederico de chegar às meias-finais em Bells Beach. Ainda assim, o surfista português tem tudo ao seu alcance para lutar com o antigo campeão mundial júnior e para seguir vivo na luta pelo cut, sendo que Caio Ibelli já está a salvo dessas contas.

Caso Frederico consiga avançar para a ronda 4, o adversário será o vencedor da bateria entre o australiano Ethan Ewing e o italiano Leo Fioravanti, que está empatado com Kikas no ranking. Um cenário que retira os principais candidatos da zona do português até aos oitavos-de-final. No entanto, chegar aos quartos-de-final pode não ser suficiente para Kikas, que ficaria ainda dependente das contas de terceiros.

Caso chegue a essa fase poderá ter pela frente o líder mundial Filipe Toledo, numa altura em que apenas as meias-finais garantem automaticamente a qualificação de Morais. São contas complexas, para serem feitas com o decorrer do campeonato e à medida que os surfistas vão sendo eliminados ou avançando na prova. Certo é que mesmo que Kikas precise de vencer Toledo, com mar grande no Oeste australiano tudo pode ser possível.
Por João Vasco Nunes
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