Japão consegue título inédito no Mundial Júnior da WSL

Amuro Tsuzuki venceu prova feminina e brasileiro Lucas Vicente foi o campeão masculino em Taiwan

• Foto: Instagram AmuroTsuzuki

Terminou, esta sexta-feira, em Taiwan de forma surpreendente o Mundial Júnior da WSL, com o triunfo final a pertencer ao brasileiro Lucas Vicente e à japonesa Amuro Tsuzuki. Dois campeões algo inesperados, que no caso masculino confirmam mais um título mundial para o surf brasileiro, enquanto do lado feminino é um título histórico, pois é o primeiro da história do surf japonês na WSL.

Vicente acabou por se sagrar campeão depois de uma final super emocionante, que foi dominada desde início pelo campeão norte-americano Kade Madson. Contudo, o jovem brasileiro acabou por operar uma reviravolta incrível já perto do final, acabando por vencer com 17,56 pontos contra 17,40 do rival.

O percurso de Lucas Vicente neste dia final começou com um triunfo sobre o japonês Arashi Murata, por apenas 0,20 pontos, nos oitavos-de-final. Aos poucos o jovem brasileiro foi subindo de nível e nos quartos-de-final superou o norte-americano Jett Schilling, antes de vencer o também japonês Joh Azuchi nas meias-finais, para depois terminar a sua prestação de forma ainda mais robusta na grande final.

Vicente sucede, assim, ao compatriota Matheus Herdy como campeão mundial júnior, confirmando o grande momento que o Brasil atravessa no surf mundial. Além de ser detentor em título do WCT, através de Gabriel Medina, e de ter três candidatos a vencer o título mundial de 2019, também foi Italo Ferreira a vencer o Mundial ISA, além de já estar a dominar as categorias mais jovens.

Destaque ainda para o 3.º posto do francês Justin Becret, que foi o melhor representante europeu neste Mundial Júnior de Taiwan, depois de a portuguesa Mafalda Lopes ter sido a melhor surfista europeia na prova feminina, na qual terminou no 9.º posto.

Já na prova feminina, Tsuzuki começou o dia a eliminar nos quartos-de-final a campeã mundial júnior em título, a norte-americana Kirra Pinkerton, batendo depois a havaiana Gabriela Bryan nas meias-finais. Na final a japonesa teve pela frente a norte-americana Alyssa Spencer e dominou a disputa desde o início ao fim, vencendo com 13 pontos, contra apenas 10,16 da adversária.

Depois de ter conseguido chegar ao topo mundial em provas da ISA, o Japão também o conseguiu agora na WSL. Este é um título histórico para o Japão, que conseguiu ainda colocar Sara Wakita no 3.º posto final. Um ano em cheio também para Amuro Tsuzuki - uma perfeita desconhecida no início da temporada -, que ainda pode juntar a este título mundial a entrada no WWT em 2020. 

Para tal acontecer, Tsuzuki só necessita que a costarriquenha Brisa Hennessy mantenha o seu lugar entre o top 10 mundial do ranking do WWT durante a etapa final do circuito, que está a acontecer em Maui, no Havai.

Por João Vasco Nunes
Deixe o seu comentário
SUBSCREVA A NEWSLETTER RECORD GERAL
e receba as notícias em primeira mão

Ultimas de Surf

Notícias

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.