Jesse Mendes passa a representar a Itália com olho em Paris’2024

Ex-top mundial já não surgiu com a bandeira brasileira nas Challenger Series

• Foto: WSL
O surf mundial tem sido pródigo em mudanças de nacionalidade nos últimos anos, sobretudo desde que se tornou desporto olímpico. O caso mais recente é o de Jesse Mendes, ex-top mundial que aceitou representar a Itália, deixando assim de competir com a bandeira do Brasil. Tudo com o intuito de conseguir chegar a Paris’2024.

Jesse, de 29 anos, vai juntar-se, assim, a Leonardo Fioravanti, outro surfista que já esteve no CT, como as grandes apostas da Federação italiana para conquistar vagas para os próximos Jogos Olímpicos. Isto quando do lado feminino a equipa transalpina também já conta há algum tempo com a ex-top mundial e australiana de origem Claire Bevilacqua.

A mudança de bandeira de Jesse Mendes aconteceu já no decorrer da presente temporada e o surfista natural de Guarujá, em São Paulo, já surgiu com a bandeira da Itália na mais recente prova da WSL, o Gold Coast Pro, a etapa inaugural do circuito Challenger Series, onde a Itália passa a ter dois surfistas na luta pelo acesso ao CT 2023.

O próprio surfista já tinha concedido uma entrevista ao principal jornal desportivo italiano, a "Gazzetta dello Sport", a confirmar que a vontade de representar a equipa transalpina, com essa ambição de estar presente em Paris’2024. Isto depois de a Federação italiana ter descoberto que Jesse Mendes tinha passaporte italiano e de lhe ter endereçado o convite.

Esta é apenas uma das novidades na equipa italiana, que já tinha passado a contar com os serviços do ex-campeão mundial Adriano de Souza, este apenas como conselheiro técnico. Agora, Jesse reforça o contingente italiano e será mais um adversário para os surfistas europeus na luta pela vaga europeia que estará em disputa no Mundial ISA de 2023. Isto se não a conseguir pelo CT 2023, caso lá chegue…
Já no último ciclo olímpico o surf mundial assistiu a várias mudanças de nacionalidade com o intuito de facilitar esse caminho olímpico.

Curiosamente, uma dessas mudanças foi a namorada de Jesse, a vice-campeã mundial Tatiana Weston-Webb, que fez o caminho inverso, deixando a bandeira havaiana, pois teria de competir pela qualificação com as surfistas norte-americanas, e passando a representar o Brasil.
Agora, é a vez de Jesse Mendes tentar a sua sorte noutra nacionalidade, ele que além de ainda competir também é o técnico de Weston-Webb.

Com o Brasil a fechar as suas duas vagas pelo CT numa luta que se prevê super equilibrada e que em 2020 deixou, por exemplo, Filipe Toledo de fora das Olimpíadas, com Italo Ferreira e Gabriel Medina a irem ao Japão, resta a Jesse tentar competir com os europeus por um lugar em Paris. 
Por João Vasco Nunes
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