John John Florence quer ganhar em Pipeline "com um sorriso de campeão do mundo"

Última etapa do mundial

• Foto: Reuters

O havaiano John John Florence assumiu esta terça-feira a ambição de vencer a última etapa do circuito mundial de surf, "com um sorriso de campeão do mundo", depois do triunfo em Peniche e da conquista do título de 2017.

"Surfar em Pipeline sem pressão vai ser a melhor sensação de sempre, mal posso esperar. Vou surfar lá com o sorriso de um campeão do mundo", afirmou o havaiano, que hoje venceu o seu quarto campeonato, depois dos dois triunfos no Rio de Janeiro, em 2012 e 2016, e um em França, em 2014, e assegurou o seu primeiro título mundial.

Além de suceder a dois brasileiros, Adriano de Souza no circuito e Filipe Toledo na etapa portuguesa, John John Florence, de 24 anos, tornou-se no quarto havaiano a sagrar-se campeão do mundo, depois de Derek Ho (1993), Sunny Garcia (2000) e Andy Irons (2002, 2003 e 2004).

John John venceu esta terça-feira o Meo Rip Curl Pro Portugal, da 10.ª e penúltima etapa do circuito, impondo-se ao 'rookie' norte-americano Connor Coffin, cuja primeira presença numa final lhe permitiu ascender cinco posições, para o 19.º lugar do ranking.

"A final foi fantástica, sem qualquer pressão porque o que quer que eu fizesse já tinha vencido", admitiu o havaiano, acrescentando que Portugal vai ficar no seu coração, por ter sido onde concretizou o seu sonho de criança.

Durante a entrega dos troféus, o norte-americano Kelly Slater, 11 vezes campeão do mundo, 'partilhou' as atenções, captando todos os momentos da celebração, num plano superior, algo que tocou John John Florence.

"É fantástico ter o apoio do Kelly Slater, ele tem sido o melhor surfista do mundo desde que eu nasci, tê-lo aqui e receber os elogios dele foi muito bom", frisou o havaiano, que agradeceu a inspiração que recebeu do norte-americano, que tinha sido também o último surfista a segurar o cetro mundial antes da última etapa, em 2011.

Invariavelmente, John John disse nem saber o que fazer para celebrar o seu primeiro título, remetendo a comemoração para casa, onde vai ser disputada a 11.ª e última etapa do circuito, com o Billabong Pipe Masters, entre 8 e 20 de dezembro.

"É uma sensação incrível, nem consigo acreditar, estou super satisfeito por ganhar o título mundial e o campeonato, é fantástico. É um objetivo vencer a 'Triple Crown', mas sobretudo vencer em Pipeline, quero muito ganhar em casa, isso seria fantástico, mas vou surfar sem pressão", reiterou o havaiano, que dedicou o título mundial à sua família.

O norte-americano Connor Coffin, que ao eliminar o sul-africano Jordy Smith nas meias-finais antecipou a conquista de John John, preferiu destacar a importância de chegar pela primeira vez a um 'heat' decisivo para a sua manutenção entre a elite.

"Não me lembro [do que me disse o John John], acho que me deu os parabéns. Agora, sinto-me muito bem por estar mais perto de assegurar a permanência no circuito mundial e, em Pipeline, gostava de chegar outra vez à final", rematou Coffin.

Pouco depois de ter acompanhado toda a 'coroação' de John John, Kelly Slater felicitou-o na rede social Instagram, sem esquecer Jordy Smith, que subiu ao terceiro lugar do 'ranking', ainda atrás do brasileiro Gabriel Medina.

"O primeiro, muitos parabéns por confirmares um destino inevitável", escreveu Slater, referindo-se a John John, elogiando ainda o desempenho do sul-africano: "Boa luta pelo título, ótimo surf todo o ano. Ninguém combina toda a técnica e força melhor".

Por Lusa
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