Kikas comenta polémica em Peniche: «Tinha quase a certeza que não tinha feito nada errado»

Cascalense viveu momento difícil

• Foto: Carlos Barroso

Frederico Morais admitiu este domingo estar muito contente com a sua qualificação para a quarta ronda do MEO RipCurl Pro Portugal, apenas pela segunda vez na sua carreira, igualando o que fez em 2015 - nesse ano só caiu (e com controvérsia) nos 'quartos'.

O surfista natural de Cascais assegurou pelo menos o nono lugar na prova penicheira, ao derrotar Michel Bourez, da Polinésia Francesa, num 'heat' atribulado, que foi reiniciado após 10 minutos sem ondas, e que terminou com uma disputa pela mesma onda, sem que os juízes tivessem assinalado interferência ao português.

"Foi um 'heat' difícil, desde o reinicio até esta situação no fim, mas o mais importante é que passei e estou na próxima ronda. Cada vez que vou para um 'heat' parece que o mar acalma um bocado e não há muitas ondas, mas agora é esperar por mais ondas e por um bom dia amanhã [segunda-feira]", referiu Frederico Morais.

O surfista português chegou ao final dos 30 minutos com 11 pontos, mais 2,26 do que Bourez, que investiu numa onda quando soou a buzina para o final da bateria.

"A situação é difícil de explicar. Eu tinha prioridade, mas se, ainda dentro do tempo, ele se meter em pé [na prancha] primeiro do que eu e o 'heat' acaba, como a minha onda é fora, estou a interferir na onda dele. O que aconteceu é que ambos nos pusemos em pé depois da buzina, logo não houve nada. Foram milésimos de segundo, porque há um atraso entre o toque da buzina e o que se ouve, eu tinha quase a certeza que não tinha feito nada de errado", explicou o português.

Pouco depois do final do 'heat', Bourez foi abraçar 'Kikas', algo que o cascalense encarou com naturalidade: "Pediu desculpa e que era a única solução que tinha, o que é justo, fora da água respeitamo-nos, mas dentro da água somos adversários".

Frederico Morais elogiou ainda o desempenho do compatriota Vasco Ribeiro, que foi derrotado pelo havaiano John John Florence, campeão do mundo e líder do circuito, na terceira eliminatória, terminando a competição entre os 13.ºs classificados.

"O Vasco é um grande surfista, já mostrou o nível, mas surfou contra o John John, que tem uma probabilidade enorme de se sagrar campeão aqui, e, dentro de água, ele não largou o Vasco, o que demonstra o respeito enorme e o receio que teve por ele do surf dele. Acho que isso é uma vitória para qualquer surfista, quando o John John faz isso", rematou.

Por José Morgado e Lusa
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