Kikas pronto para voltar

Frederico Morais já treina normalmente depois de quase dois meses sem surfar

• Foto: Luís Manuel Neves

Na ressaca de dois meses praticamente fechado em casa e impedido de ir ao mar fazer aquilo que mais gosta, Frederico Morais, o melhor surfista português da atualidade, tem encarado o mês de maio com um sorriso especial nos lábios. O regresso ao mar, ainda que com cuidados e sem objetivo competitivo a curto prazo, tem sido vivido com bastante entusiasmo, como contou num direto no Instagram de Record, onde respondeu também a várias perguntas dos fãs.

“Foram muitos dias sem fazer surf, mas fiz o que achei que era mais justo e responsável, tendo em conta a situação. Voltei a surfar dia 4, hoje [ontem] já surfei duas vezes e ainda vou voltar para a água”, contou-nos Kikas de sorriso no rosto, a partir da Ericeira, onde ontem pôde surfar em excelentes condições de ondulação: “Tenho tentado surfar as horas que costumava surfar antes da pandemia. Tenho de recuperar as rotinas que tinha antes e manter os níveis que quero. Depois depende sempre das condições do mar e se os locais em que estou a surfar têm mais ou menos gente.”

Kikas não perde o foco apesar de o circuito mundial estar para já suspenso até julho. “Ainda não temos indicações de que não vá haver mundial, por isso enquanto houver esperanças de o Tour começar eu tenho esse objetivo. Mas tem sido um ano frustrante, pois estávamos prontos para que acontecesse muita coisa, com o regresso ao circuito mundial e a estreia nos Jogos Olímpicos, e acabamos por não ter quase nada”, confessou.

O surfista de Cascais, de 28 anos, revelou que as suas etapas favoritas do circuito mundial são J-Bay, na África do Sul (onde foi finalista em 2017) e Peniche, garantindo que não tem medo de surfar em locais conhecidos pelos tubarões: “Nem penso nisso, mas nunca surfo sozinho nesses sítios!”

Figura principal da modalidade num país com condições únicas para o surf, Kikas resume numa palavra a chave para que apareçam mais atletas do seu nível: trabalho. “Com trabalho os resultados aparecem. Nós começámos mais tarde do que outros países, mas temos a sorte de ter uma costa única e que permite que possamos evoluir. É uma questão de mentalidade.”

Por José Morgado
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