Liga portuguesa de surf arranca em março e Algarve é a novidade

Campeonato com melhoria a nível dos prémios monetários

• Foto: Carlos Barroso

O campeonato português de surf de 2019 começa a 1 de março e termina a 5 de outubro, sendo composto por cinco etapas, com destaque para o regresso da prova no Algarve, anunciou esta quarta-feira a Associação Nacional de Surf (ANS).

"Temos um ano em cheio pela frente", destacou Francisco Rodrigues, presidente da ANS, apontando para a melhoria a nível dos prémios monetários (100 mil euros no total face aos 90 mil euros em 2018) e para o reforço da aposta na vertente da sustentabilidade.

A primeira etapa da Liga MEO Surf está marcada para a Ericeira, na Praia de Ribeira d'Ilhas (01 a 03 de março), seguindo-se a Figueira da Foz (29 a 31 de março), o Porto (17 a 19 de maio), o Algarve (21 a 23 de junho) e Cascais (03 a 05 de outubro).

Além da troca da prova de Sintra pela prova no Algarve (Praia do Amado, em Aljezur), há outras novidades, como a introdução da "licra Santander", que vai ser atribuída aos surfistas que liderarem os 'rankings' masculino e feminino ao longo da temporada, e o acordo com a MEO para a transmissão televisiva em direto de todo o campeonato.

De resto, mantém-se a disputa da Allianz Triple Crown (seis mil euros para os vencedores), a luta pela melhor manobra nas Renault Expression Sessions e pela Somersby Onda do Outro Mundo (ambos com 2.500 euros anuais), o Santander Award (com 1.500 euros anuais), e ainda a premiação dos melhores surfistas locais em quatro das cinco etapas, com 1.500 euros repartidos entre masculino e feminino atribuídos pelos Municípios de Mafra, Figueira da Foz, Aljezur e Cascais.

O atual campeão nacional, Miguel Blanco, que se encontra fora do país a competir numa prova do circuito mundial de qualificação (Fernando de Noronha, no Brasil), destacou que tem como objetivo renovar o título nacional e apontou para o "excelente nível de surf" que tornam o campeonato português "bastante competitivo".

Já Camilla Kemp, campeã nacional de 2018, admitiu que realizou um sonho ao conquistar o título no ano passado e que vai tentar repetir o feito.

"O ano passado foi uma experiência incrível para mim e quero repeti-la o máximo de vezes que conseguir. É visível que o nível do surf feminino está a crescer em Portugal, há imensas miúdas a crescer e a surgirem, como a Yolanda Hopkins, a Malfada Lopes e a Kika Veselko. Penso que em 2019, a Liga MEO Surf vai ser ainda mais disputada do que nos anos anteriores", realçou.

O reforço do compromisso da organização no domínio da sustentabilidade também se vai notar ao longo do ano, com a Jerónimo Martins a estrear-se com iniciativas nos campos da alimentação saudável e da preservação da biodiversidade, juntando-se às já existentes limpezas de praia promovidas pela Fundação Altice, que em 2018 permitiram retirar mais de uma tonelada de plástico das praias portuguesas.

A ANS anunciou também o lançamento da plataforma ANS Share, que vai agregar os resultados anuais das ações de limpeza das praias, enquanto o Banco Santander vai promover um círculo de palestras nas universidades, subordinadas ao tema do surf e marketing.

Por seu turno, a Canon vai voltar a promover os 'workshops' de fotografia dedicados à modalidade, e a Polen Surfboards vai continuar a fazer 'test drives' dos seus últimos modelos de pranchas durante os eventos.

Por Lusa
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