Manuel Gameiro: «Acredito veementemente que a Teresa Bonvalot vai chegar ao WWT»

Treinador da campeã nacional confiante na qualificação para a elite mundial

• Foto: Jorge Matreno/ANSurfistas

Teresa Bonvalot conquistou em 2020 o terceiro título nacional da carreira. Depois de ter despontado muito cedo, vencendo as primeiras provas e títulos aos 14 anos, a jovem surfista de Cascais vive agora um dos melhores momentos da carreira, com 21 anos acabados de fazer, e depois de ter recuperado a sua melhor forma ao longo dos últimos meses. Manuel Freire Gameiro, jovem técnico que começou a trabalhar com Teresa após o fim do confinamento, é um dos segredos do ressurgir do sucesso. Desde então, já lá vão quatro vitórias na Liga MEO Surf e uma a nível internacional, em Pantín.

No Bom Petisco Cascais Pro, Teresa, que já garantiu o título de forma antecipada, compete "em casa" e sem pressão. Mas nem por isso a ambição da surfista diminui, tendo sido, mais uma vez, o destaque da prova feminina. Teresa Bonvalot domina as etapas, vence-as, mas também limpa os sub-troféus. Na sexta-feira conseguiu mais um, o Allianz Triple Crown Champions em memória de Pedro Lima. E no sábado alcançou o 20.º triunfo da carreira no circuito nacional.

Mas as ambições são mais altas. Teresa quer chegar ao circuito mundial e tornar-se na primeira portuguesa a fazê-lo. E o jovem técnico, natural de Santarém, acredita cegamente que a surfista portuguesa vai atingir esse patamar.  "Acredito veementemente que a Teresa vai chegar ao WWT", assegura-nos Manuel Gameiro, antes de deixar um forte elogio à capacidade de trabalho da sua pupila.

"É fácil trabalhar com a Teresa, porque ela é um talento. Mas os talentos também têm de trabalhar e ela trabalha muito. O meu trabalho passa por ajudá-la a medir essa obsessão pelo treino e guiá-la da melhor forma até ao objetivo de chegar ao WWT", sublinha. É nessa capacidade de trabalho que Manuel acredita que esteve a receita para o regresso de Teresa a uma posição dominante no surf nacional. "A Teresa teve um ano excelente em 2020, mas acredito que o mérito do meu trabalho é de cerca de 1 por cento. A Teresa é uma atleta de alta competição há muito tempo e o que consegue é 99 por cento fruto do trabalho dela ao longo dos anos", ressalva.

"Criámos uma ligação engraçada e acho que consigo transmitir-lhe algum conforto. Agora que estou dentro do processo, sei o quão focada é e o quanto ela quer atingir os objetivos. Cada vez tenho mais certezas que a qualificação vai acontecer. É preciso não ter pressas. Não estou a dizer que não aconteça já no próximo ano, é possível. Porque ela trabalha muito, tem potencial e grande capacidade de encaixe e de feedback. É uma atleta que gosta de evoluir e aprender. Tem todo o potencial para chegar à elite mundial. Mas antes ainda temos o desafio da qualificação para os Jogos Olímpicos, que neste caso até é o objetivo mais próximo", frisa.

O técnico ribatejano não hesita em enaltecer o papel que a surfista de Cascais teve no desenvolvimento do surf feminino português na última década. "Uma das coisas que mais falta faz em Portugal é nível dentro de água. Temos muitos surfistas, mas há poucas referências dentro de água para os mais novos. Lá foram são muito mais estimulados nesse aspeto. Penso que nesse sentido, a Teresa acabou por ser uma das responsáveis por o surf feminino nacional ter evoluído tanto", conclui.

Por João Vasco Nunes
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