Marrocos vai receber prova do QS europeu em 2022

Pro Taghazout regressa ao calendário no final de fevereiro

• Foto: DR
A temporada de 2022 da WSL aproxima-se a passos largos, com Pipeline a servir de palco de abertura do CT logo em janeiro. Contudo, também os circuitos secundários e regionais começam a ganhar vida para os primeiros meses do novo ano. Esta segunda-feira a WSL anunciou uma etapa para europeus e africanos em Marrocos, naquele que será o regresso de Taghazout ao calendário. Enquanto isso, na Austrália já está praticamente definido o calendário da primeira metade do ano, com destaque para o QS.

Depois de uma edição de sucesso em 2020, em que os portugueses estiveram em evidência, com Vasco Ribeiro e Frederico Morais a chegarem às meias-finais na estreia de Taghazout no circuito QS, o evento marroquino está de regresso, servindo os melhores surfistas europeus e africanos. O Pro Taghazout Bay vai contar para ambos os circuitos regionais e promete ser um dos grandes atrativos do início de 2022. A prova que se disputa nas direitas de classe mundial de Anchor Point está marcada para acontecer de 21 a 27 de fevereiro.

Uma das grandes novidades deste evento é o facto de servir igualmente de palco da final europeia do Rip Curl Groms Search, famoso campeonato destinado aos melhores Sub-16 e Sub-14 do Mundo. Depois de realizadas as finais nacionais, um grupo de 36 rapazes e raparigas oriundos de toda a Europa vão discutir o título europeu e a passagem à grande final mundial, onde já foram coroados grandes nomes do surf mundial, como Gabriel Medina ou Stephanie Gilmore, mas também o jovem português Afonso Antunes.

Em relação ao circuito europeu, o comunicado da WSL Europa desvenda um pouco daquilo que será a temporada do QS regional. De acordo com o anunciado, o circuito europeu irá contar seis eventos, sendo que dois deles já foram realizados este ano – Anglet e Açores. A estes, além de Taghazout, juntam-se ainda provas em Israel e mais duas em Portugal, que deverão ser as habituais em Santa Cruz e Caparica. Tudo somado, o QS europeu 2021/22 deverá terminar no início de Abril, antes do arranque das Challenger Series 2022. Resta perceber se este é um figurino final ou se ainda irão existir novas provas ou até cancelamentos.   

Já em relação ao QS africano, que irá arrancar ainda em dezembro, com uma prova em Ballito, na África do Sul, deverá contar ainda com mais três provas, além daquela agora anunciada para Marrocos. África do Sul deverá receber outra prova adicional, assim como Senegal e ainda Costa do Marfim, que há muito está anunciada para receber uma prova da WSL, embora a pandemia tenha ditado sucessivos cancelamentos.

Quem também já anunciou o seu calendário para 2022 foi a região australiana. Neste caso, já todo o calendário da primeira metade do ano está definido, incluindo QS regional, Pro Júnior, Challenger Series e provas do CT. Com o calendário de provas já disponível no site da WSL, o circuito QS australiano apresenta-se com sete etapas, começando com um QS1000 em Phillip Island, de 10 a 13 de fevereiro. O ponto alto deste circuito serão as duas provas finais, já perto de Abril, um QS5000 em Tweed Coast e outro em Newcastle. Pelo meio, Pacific Palms, Port Stephens e Sydney recebem eventos QS1000, enquanto Avoca Beach recebe um QS3000.

Destaque para o facto de seis destas sete provas se disputarem em Nova Gales do Sul, a região que se mostrou mais aberta a receber o surf mundial em 2021, dando, assim, viabilidade ao regresso do CT neste ano que está prestes a terminar. Apenas a primeira etapa se realiza no estado de Victoria. No Pro Júnior o cenário é idêntico, com três provas em Nova Gales do Sul (Newcastle, Tweed Coast e Manly) e ainda uma em Queensland.

 Terminado o QS, as atenções centram-se nos principais circuitos, com o CT a prosseguir na Austrália depois do arranque no Havai e com as Challenger Series a começarem ali mesmo. Em Abril a Austrália recebe a elite do surf mundial para as etapas de Bells Beach e Margaret River, enquanto em Maio as Challenger Series arrancam com uma etapa na Gold Coast, que tradicionalmente recebia a prova inaugural do CT, e outra em Manly Beach, Sydney. 
Por João Vasco Nunes
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