Pedro Henrique só pensa em chegar ao circuito mundial de surf

Luso-brasileiro foi o melhor português em 2015

O atual campeão europeu de surf, o luso-brasileiro Pedro Henrique, assumiu esta quinta-feira, em entrevista à agência Lusa, que regressar ao circuito mundial é o seu objetivo para a temporada de 2016.

"Este ano o meu foco continua o mesmo: a qualificação para o circuito mundial. É o único objetivo que tenho, é difícil, mas não é impossível. Acho que tenho todas as condições para o concretizar", afirmou o surfista de 33 anos, que já esteve entre a 'elite" em 2006.

Pedro Henrique representa Portugal desde julho de 2015 e foi já com a bandeira lusa que venceu o título europeu, em Casablanca.

"Já estava planeado [mudar de nacionalidade] a partir do momento em que mudámos para Portugal e acho que esta nova fase da minha carreira, como português, me deu uma nova motivação e expetativas diferentes. É como se a minha carreira estivesse a recomeçar, porque tenho muitas coisas para conquistar com a bandeira portuguesa", admitiu.

O surfista ocupa atualmente o 23.º lugar no 'ranking' do circuito de qualificação, sendo o português mais bem colocado para ascender ao circuito mundial, à frente de Vasco Ribeiro, Frederico Morais, José Ferreira e Tomás Fernandes, com os quais partilha objetivos.

"Acho que todos estamos a brigar pelos mesmos objetivos, que passam por trazer títulos e mostrar que Portugal tem excelentes surfistas, além de uma das melhores ondas do mundo", referiu o surfista natural do Rio de Janeiro.

Pedro Henrique recusou o estatuto de principal candidato português a entrar no circuito mundial de 2017, necessitando para isso de ser um dos 10 primeiros do 'ranking' de qualificação, excluindo os que também estejam entre os 22 primeiros da 'elite'.

"Nunca gosto de me comparar com outros atletas, porque cada um tem o seu trabalho, os seus objetivos e os resultados numa prova não definem o potencial. Só que o circuito ainda está muito no início e acho que tenho excelentes hipóteses para me qualificar, tanto pelo apoio que tenho no treino e na gestão da carreira, como pela experiência que tenho", explicou.

Apesar de focado no regresso ao circuito principal, o agora cascalense não enjeitaria competir no Moche Rip Curl Pro Portugal, a disputar entre 18 e 29 de outubro, em Peniche.

"Seria incrível competir na etapa de Peniche, que tem uma das melhores ondas do ano. Acho muito bom, tem uma visibilidade incrível, podemos estar com os melhores do mundo, mas, na verdade, o meu foco principal são as etapas do circuito de qualificação, que são muitas e me obrigam a uma regularidade muito difícil durante o ano inteiro. Adoraria competir lá, mas para o meu 'ranking' não ia mudar nada", lamentou.

Carol Henrique, irmã de Pedro, também já compete por Portugal, disputando igualmente o circuito de qualificação feminino, no qual surge como a terceira lusa, atrás de Teresa Bonvalot e Camilla Kemp.

Por Lusa
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