Peruanos carimbam primeiros bilhetes para Tóquio'2020

Lucca Mesinas e Daniella Rosas foram os vencedores dos Pan-americanos

• Foto: Reuters

Ficaram apuradas, no início de agosto, as primeiras vagas olímpicas para a prova de surf de Tóquio’2020, durante os Jogos Pan-Americanos que se disputaram em Lima, no Peru. Os surfistas da "casa" dominaram o evento e, dessa forma, o Peru garantiu já duas vagas para a prova olímpica de surf, uma masculina e outra feminina. Simbolicamente, estas duas primeiras vagas são para o país que reclama – juntamente com o Havai – o pioneirismo na prática de deslizar nas ondas.

No entanto, apesar dos triunfos peruanos na prova dos Pan-Americanos, apenas o país tem garantida a presença de dois atletas. Isto porque em termos individuais os vencedores deste torneio podem não ter ainda assegurada a presença em Tóquio’2020, uma vez que os Jogos Pan-Americanos são os últimos da hierarquia de qualificação e só após o Mundial ISA de 2020 se saberá qual será a lista final de qualificados.

Após vários dias de muita ação e até algumas surpresas, Lucca Mesinas, nos homens, e Daniella Rosas, nas mulheres, foram os grandes vencedores da medalha de ouro dos Pan-Americanos’2019, colocando ambos já um pé e meio nos Jogos Olímpicos. Mesinas bateu o argentino Leandro Usuna na grande final por apenas 0,23 pontos, enquanto Rosas foi superior à equatoriana Dominic Barona.

No entanto, se, os Mundiais ISA de 2019 e 2020 forem vencidos por outros surfistas peruanos, estes dois perderiam as vagas. Isto porque cada país pode colocar um máximo de dois surfistas - por categoria - em Tóquio. Embora esse cenário seja altamente improvável, se tal acontecer as vagas dos Pan-Americanos passariam para Usuna e Barona - caso os países deles também não tivessem já as duas vagas preenchidas.

De referir apenas que esteve muito perto de acontecer uma grande surpresa na prova masculina, uma vez que um surfista de El Salvador, que havia garantido a última vaga de acesso a esta prova, foi avançando ronda após ronda, conseguindo mesmo chegar à final do quadro principal. O percurso sensação garantiu-lhe uma honrosa medalha de bronze – nas mulheres o bronze foi para a argentina Ornella Pellizzari.

Bryan Perez, um ilustre desconhecido no cenário do surf mundial, que se estreou apenas no ano passado em provas da WSL, acabou por perder a final do quadro principal para Mesinas, num heat em que até começou melhor. Apesar de ter tido mais uma oportunidade para garantir a disputa pelo ouro, acabou por perder a final das repescagens para Usuna e assim deitar por terra aquilo que seria uma verdadeira surpresa olímpica. 

Por João Vasco Nunes
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