Primeira vaga olímpica da Europa vai para… Israel

Anat Lelior está a causar surpresa no Mundial do Japão e tem praticamente garantida a presença em Tóquio

• Foto: ISA / Sean Evans

Com a prova feminina do Mundial de ISA, que está a decorrer no Japão, já nas fases finais, ficaram também já definidas as primeiras vagas olímpicas para os Jogos de Tóquio’2020. Durante a última madrugada ficaram a ser conhecidas as 12 finalistas deste Mundial e também as quatro surfistas já praticamente garantidas na estreia olímpica do surf.

O caso mais surpreendente acabou por ser o europeu, com a vaga a ir para… Israel. Apesar de o país se situar no continente asiático, os israelitas competem na Europa e fazem a qualificação pelo nosso continente. Dessa forma, a jovem Anat Leilor foi surpreendendo tudo e todos até garantir a vaga, uma vez que é a única "europeia" ainda em prova.

A luta por esta vaga europeia acabou por ser renhida, mas com as surfistas portuguesas longe de lá poderem chegar. Teresa Bonvalot e Yolanda Sequeira perderam na 4.ª ronda de repescagem e Carol Henrique só resistiu até á fase seguinte. Todas elas viram o sonho olímpico adiado para os Mundiais ISA do próximo ano, onde as vagas femininas deverão ser sete.

O desfecho da vaga europeia acabou por ser surpreendente em vários aspetos, até porque as principais adversárias da israelita foram duas surfistas espanholas – Leticia Canales e Nadia Erostarbe – e ainda a holandesa Eveline Hooft, também ela proveniente de um país com pouca expressão no surf mundial e com um currículo ainda pouco relevante em termos internacionais.

As outras três vagas já definidas foram para os continentes asiático, africano e da Oceânia. A sul-africana Bianca Buitendag, a japonesa Shino Matsuda e a neozelandesa Ella Williams são as surfistas já com um pé nas olimpíadas, tendo ainda de esperar pelo Mundial do próximo ano para verem a vaga oficializada. Das três a surfistas com maior currículo é a sul-africana, pois foi a única que já competiu no circuito mundial feminino, embora a neozelandesa já tenha sido campeã mundial júnior.

Dissipadas as dúvidas em relação às vagas olímpicas, a prova segue agora para as finais, onde se vai coroar a nova campeã mundial, e com muitos nomes sonantes ainda em prova. Em prova já só estão 12 surfistas. Na final de qualificação é o Brasil que está em vantagem. Silvana Lima e Tatiana Weston-Webb vão lutar por passar à finalíssima com a sul-africana Bianca Buitendag e a peruana e ex-campeã mundial Sofia Mulanovich. Nas rondas finais de repescagem ainda estão as australianas Stephanie Gilmore, Nikki van Dijk e Sally Fitzgibbons, as norte-americanas Carissa Moore, Caroline Marks e Courtney Conlogue, a costarriquenha Brisa Hennessy e a já referida Anat Leilor.  

Esta madrugada será coroada a campeã e também será dado início à prova masculina, onde Portugal vai ser representado por Frederico Morais, Vasco Ribeiro e Miguel Blanco. Em jogo está o título mundial individual e coletivo e ainda mais quatro vagas olímpicas. À semelhança da prova feminina, o melhor surfista europeu, o melhor asiático, o melhor africano e o melhor da Oceânia garantirão a presença em Tóquio’2020.    

Por João Vasco Nunes
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