Slater conquista Triple Crown havaiana, mas falha presença em Tóquio’2020

Maior surfista de todos os tempos precisava de vencer etapa de Pipeline, mas foi derrotado pelo futuro campeão mundial

• Foto: Carlos Barroso

Kelly Slater foi um dos grandes protagonistas do dia final do Billabong Pipe Masters, que coroou o brasileiro Italo Ferreira como novo campeão mundial. Além de carimbar o título, Italo ainda assegurou o triunfo na etapa. Isto depois de passar por Slater nas meias-finais, quando o 11 vezes campeão mundial necessitava de vencer a etapa para assegurar a presença em Tóquio’2020. O maior surfista de todos os tempos acabou por falhar o objetivo primordial, mas não saiu de Pipeline de mãos a abanar, tendo conseguido vencer a Triple Crown havaiana pela terceira vez na carreira, aos 47 anos.

Após ter batido Jack Freestone nos quartos-de-final, com uma onda já no final da bateria, Slater levou o delírio à praia. E os resultados seguintes trouxeram ainda mais emoção às contas. Isto porque Medina eliminou John John Florence e abriu a porta dos Jogos Olímpicos a Slater, que assim ficava a precisar "apenas" de vencer a etapa. Depois, a derrota de Michel Bourez frente a Griffin Colapinto também garantiu desde logo o triunfo na Triple Crown ao veterano norte-americano.

A Triple Crown, que é um dos sub-troféus mais reputados do surf mundial e que chegou a ter Frederico Morais na luta pelo triunfo deste ano, acabando por terminar no 5.º posto do ranking, e que define o melhor surfista das últimas três provas do ano no Havai, foi um prémio de compensação para Slater, naquela que poderá ter sido a última etapa da carreira – ainda há bastante mistério sobre esta possibilidade. No entanto, no ar ficou uma sensação generalizada de tristeza por Slater não ter conseguido vencer o seu 8.º título de Pipe Masters e, sobretudo, por não ter conseguido a qualificação para Tóquio.

John John Florence foi, assim, o segundo surfista norte-americano – no WCT compete pelo Havai, mas nos Jogos Olímpico terá de representar os Estados Unidos – a segurar a vaga para Tóquio’2020, juntando-se a Kolohe Andino. John John cumpriu mesmo a promessa de competir ainda lesionado de forma a segurar a vaga. Apesar de não estar recuperado a 100 por cento, depois da grave lesão sofrida num joelho na etapa do Brasil, em junho, Florence foi a jogo e conseguiu o objetivo. Se não tivesse entrado em prova, com a chegada às meias-finais Slater teria garantido a vaga.

Destaque ainda para outros nomes que também garantiram a presença olímpica, fechando as 10 vagas atribuídas pelo WCT. Julian Wilson foi o segundo melhor australiano e junta-se a Owen Wright. Já os brasileiros vão ser representados por Italo Ferreira e Gabriel Medina, depois da derrota precoce de Filipe Toledo em Pipe. Resta lembrar que Portugal também já tem vaga garantida em Tóquio’2020 e que a mesma deverá ser de Frederico Morais.

Lista de apurados para Tóquio’2020 pelo WCT:

Estados Unidos - Kolohe Andino e John John Florence
Austrália - Owen Wright e Julian Wilson
Brasil - Italo Ferreira e Gabriel Medina
França - Jeremy Flores e Michel Bourez
África do Sul  - Jordy Smith
Japão - Kanoa Igarashi

Por João Vasco Nunes
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