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Talento mundial dá à Costa na Caparica

A brasileira e segunda no circuito de longboard em 2017, Chloe Calmon, é um dos nomes sonantes em ação no nosso país

Entre 29 e 31 deste mês, alguns dos melhores longboarders mundiais vão estar em ação no Caparica Primavera Surf Fest. A Costa de Caparica vai ser novamente palco de uma das quatro etapas europeias de qualificação para as finais do Mundial de longboard da World Surf League e não faltam nomes sonantes. Desde logo o vice-campeão mundial masculino de 2017, o francês Edouard Delpero, e também a vice-campeã mundial feminina, a brasileira Chloe Calmon.

Entre as figuras internacionais - muitas delas presentes na prova do mesmo circuito que se realizou em Espinho -, destaque ainda para o brasileiro Rodrigo Sphaier, que venceu a etapa caparicana no ano passado e que terminou a temporada no top 10 mundial, ou o britânico Ben Skinner, que conta no currículo com 11 títulos europeus. Do lado feminino, sobressai ainda a francesa Justine Dupont que, aos 26 anos, conta com um currículo invejável.

À procura de um lugar ao sol vão estar cinco longboarders portugueses – outros ainda se poderão inscrever. A missão de João Dantas, João Lima, João Gama, Diogo Gonçalves e Kathleen Barrigão vai passar por tentarem intrometer-se no poderio forasteiro. Algo que Dantas e Kathleen já foram conseguindo aos poucos na temporada passada, ficando ambos a apenas um lugar de uma presença inédita nas finais mundiais – terminaram o ranking europeu da WSL no 6º e 4º lugar, respetivamente.

Competir em casa

Para 2018, a ambição passa por carimbar finalmente o passaporte para a tão ambicionada disputa pelo título mundial, que desde a época transata passou a disputar-se através de duas etapas, a primeira na Papua-Nova Guiné e a última em Taiwan.

"Já demos cartas e mostrámos que podemos estar ao mesmo nível dos atletas internacionais, por isso é apenas uma questão de ganhar experiência e ter confiança", começa por dizer João Dantas a Record. "Em Portugal os longboarders têm muita falta de apoio, mas estas duas provas no nosso país facilitam bastante o caminho para a qualificação. Está cada vez mais próximo de acontecer, pois já mostrámos que temos o que é preciso", garante-nos o campeão nacional de 2015 e 2016.

Na Caparica, Dantas vai sentir-se como anfitrião e vê isso como um ponto a favor. "Competir em casa é sempre bom, porque sentimos aquela força dada pelos amigos e pela família. Outra das vantagens é estar bastante familiarizado com a onda. Vai ser como estar a competir no meu quintal, onde surfo todos os dias. Os estrangeiros sentem essa nossa confiança quando competem contra nós. Se formos confiantes e não tremermos das pernas podemos fazer frente a qualquer atleta. Não temos nada a perder."

Antes da parada de estrelas do longboard mundial na Caparica, os melhores surfistas nacionais vão ter a oportunidade de aquecer os motores na etapa inaugural do circuito nacional, a 25, dentro de uma semana. Se, por um lado, Kathleen Barrigão vai tentar dar sequência ao título nacional do ano passado, João Dantas, por sua vez, vai tentar recuperar o posto perdido para Diogo Gonçalves em 2017. "Quando entro para a água é sempre para dar o melhor e tentar superar-me. Se conseguir isso sei que o resultado vai ser positivo. Vou estar em campeonatos distintos, com objetivos diferentes, mas o espírito com que vou competir vai ser igual em ambos", conclui Dantas.

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