Vasco Ribeiro: «Portugal tem um dos melhores circuitos de surf do mundo»

Tetracampeão português realçou a alta qualidade da Liga nacional de surf

• Foto: Carlos Barroso

O tetracampeão português de surf, Vasco Ribeiro, realçou a alta qualidade da Liga nacional de surf, cuja edição de 2020 foi  apresentada esta quinta-feira, considerando que se trata do melhor circuito europeu e um dos melhores do mundo.

"Temos um dos melhores circuitos do mundo e o melhor da Europa. Este ano, acho que vou conseguir estar presente em quase todas as etapas, vou tentar estar em todas, e o meu objetivo é ganhar o quinto título", disse à agência Lusa Vasco Ribeiro, à margem do lançamento da prova, em Lisboa.

Este ano, o circuito português mantém as mesmas cinco etapas de 2019, com o arranque marcado para a Ericeira (27 a 29 de março), seguindo-se o Porto (24 a 26 de abril), a Figueira da Foz (29 a 31 de maio), o Algarve (12 a 14 de junho) e Cascais (01 a 03 de outubro).

Depois de ter sido o vice-campeão nas últimas duas épocas, Tomás Fernandes também se prepara para atacar a conquista da Liga, apesar de apontar para os "excelentes atletas" que entram neste circuito.

"O nosso circuito é um dos mais difíceis de todo o mundo, o nível é muito alto. Vai ser mais um ano em que vou tentar ganhar. A minha grande vitória é a nível pessoal, ao ver que o meu surf está a melhorar de ano para ano. Em 2020 estou a sentir-me muito bem em todos os aspetos da minha vida, portanto, claramente quero levantar o caneco este ano", afirmou à Lusa o surfista, de 24 anos.

Os atuais campeões nacionais, Miguel Blanco e Yolanda Hopkins, que estão a participar em campeonatos fora de Portugal, não puderam comparecer no evento de apresentação da prova, mas deixaram os seus testemunhos através de vídeos pré-gravados.

"Mesmo sendo bicampeão, este é um novo ano, pelo que vou começar do zero. Tenho é mais confiança e 'know-how', devido aos títulos que conquistei nas duas últimas temporadas. Adorava fazer o terceiro título, mas vou pensar etapa a etapa", lançou Miguel Blanco.

Yolanda Hopkins sublinhou que ser campeã nacional no ano passado elevou a sua confiança, mostrando-se muito ambiciosa para a nova época: "Quero fazer as finais todas e, se possível, ganhar mais do que três etapas [o número de etapas que a surfista algarvia conquistou em 2019] este ano".

O campeonato português de surf já vai para a sua 29.ª edição, sendo que, nos últimos 10 anos, assumiu o atual formato, contando desde então com o patrocínio da (agora) Altice Portugal. Hoje, este apoio foi renovado por mais dois anos, com mais um ano de opção.

"Esta é a 10.ª edição em que uma das marcas da Altice Portugal assume o 'naming' da competição, pelo que pretendemos voltar a dar o exemplo e reforçar, uma vez mais, e de uma forma ainda mais próxima, a ligação ao mar, ao ambiente e ao nosso planeta. Ao longo dos anos, primeiramente com a marca Moche e, agora, através do Meo, a Altice Portugal acompanha aquela que é hoje uma liga de surf conceituada e de referência no âmbito nacional e que vinca também uma associação cada vez mais consistente e sólida ao surf", salientou João Epifânio, diretor de vendas da Altice Portugal.

Já Francisco Rodrigues, presidente da Associação Nacional de Surfistas, vincou o orgulho com o trabalho que a Liga tem percorrido na última década, assinalando que, além da vertente competitiva, há mais objetivos em jogo, como, por exemplo, a consciencialização da sociedade para a defesa do meio ambiente.

"É também muito gratificante ver que aqui trabalhamos muitos mais domínios, como o ambiental, o de responsabilidade social, a educação e os prémios dedicados às senhoras e aos mais novos. Dizem que somos os melhores da Europa e o 15.º evento com melhor reputação em Portugal. Estas são distinções importantes e que nos responsabilizam mais ainda para continuar a trazer mais boas ideias para a Liga", rematou o dirigente.

Por Lusa
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