WSL adia campeonato em Israel devido ao coronavírus

Prova contava com nove portugueses inscritos e estava prevista para meados de março  

• Foto: Damien Poullenot

A quinta edição do SEAT Pro Netanya, QS3000 que se realiza em Israel, tinha começo previsto para 17 de março, mas a prova acabou por ser adiada pela WSL, devido ao Coronavirus. É o terceiro campeonato adiado num espaço de dias. No entanto, este tem um impacto maior para o surf nacional, uma vez que faz parte do calendário europeu do WQS e tinha 9 surfistas lusos inscritos.

Depois dos adiamentos do QS5000 de Krui, na Indonésia, que também aconteceria este mês, mas que passou para julho, e do QS3000 do Japão, que passou para final de setembro, a WSL acabou por também adiar o evento israelita para data ainda a definir. Apesar de esta decisão ainda não ter sido oficializada, a verdade é que os surfistas já foram informados por carta do sucedido.

A WSL Europa comunicou aos surfistas o adiamento do evento, explicando ainda o motivo da decisão: as elevadas restrições que Israel está a colocar à entrada no país devido à ameaça do Coronavirus. Há um enorme condicionamento dos voos que chegam de França, Espanha, Itália, Alemanha e Japão, países que têm vários atletas inscritos, o que levou ao adiamento da prova.    

Pedro Henrique, Pedro Coelho, Luís Perloiro, Eduardo Fernandes, Francisco Almeida, Diogo Martins, Raul Bormann, Guilherme Fonseca e José Champalimaud são os surfistas portugueses inscritos no evento israelita, que agora terão de conciliar o calendário da temporada de acordo com as novas datas deste SEAT Pro Netanya.

Esta situação poderá colocar em cheque outros campeonatos do WQS, numa altura em que o circuito se está a preparar para chegar a Portugal – de 30 de março a 4 de abril há um QS3000 masculino e QS1000 feminino na Caparica e de 6 a 11 de abril um QS3000 masculino em Santa Cruz.

Ainda assim, os surfistas foram informados que, por agora, o Caparica Surf Fest Pro continua agendado para as mesmas datas e sem previsão de adiamento. No entanto, apesar de não existirem as mesmas restrições que em Israel para a entrada dos atletas no nosso país, todos serão controlados através de um pequeno inquérito, para ajudar a controlar qualquer ameaça de contágio.

Por João Vasco Nunes
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