WSL anuncia novo formato para definir títulos mundiais a partir de 2021

Novidades surgem no dia em que foi comunicado o adiamento de provas até final de junho

• Foto: Reuters

A WSL acaba de emitir um comunicado onde volta a adiar o recomeço das provas de surf, anunciando ainda uma grande reestruturação no WCT para 2021.

Até final de junho não haverá campeonatos, sendo tomada uma nova decisão por essa altura, dependendo da evolução da pandemia do novo coronavírus.
Depois de um adiamento inicial de provas até ao final de março, a WSL já tinha posteriormente voltado a adiar e cancelar provas até final de maio. Agora, estende essa paralelização dos eventos por mais dois meses. No dia 1 de junho, ainda antes do final do prazo dos novos adiamentos e cancelamentos, será feita uma reavaliação da situação a nível mundial para decidir o regresso ou não das provas.

"Onde e quando vamos voltar a ter provas este ano é uma questão ainda muito em aberto", começou por dizer o CEO da WSL, Erik Logan, num vídeo publicado esta tarde no site da organização do surf mundial. "Vamos continuar a trabalhar com os governos, com as autoridades de saúde a nível mundial e com as comunidades locais para regressarmos à água", garantiu.

O líder da WSL frisou ainda que esta pausa forçada pelo Covid-19 permitiu à sua equipa trabalhar mais afincadamente no futuro dos vários circuitos para 2022, anunciando assim novidades no formato de WCT e WQS já para o próximo ano, de 2021. A principal é o facto de o título mundial passar a ser decidido em surf-off numa etapa única no final de cada ano, numa espécie de campeonato eliminatório entre os surfistas do topo do ranking.   

"Quanto mais trabalhámos nestas transformações, mais entusiasmados ficámos. Tornou-se claro que esta pausa devido ao vírus permitiu uma aceleração nestas mudanças", frisou. Outras das grandes mudanças é a divisão de duas temporadas distintas ao longo do ano, uma primeira de WQS e uma segunda de WCT. Algo que já tinha feito parte de rumores do passado e que agora se concretiza.

"Com esta reformulação das Challenge Series poderemos mostrar os surfistas que estão a aparecer, os novos valores, os que se estão a requalificar e os que caíram do WCT no final do ano anterior poderão concentrar-se totalmente no WQS de forma a não esperarem um ano para regressar ao WCT", explicou Logan.

Mudanças que parecem agradar aos surfistas. Conner Coffin, representantes dos surfistas do WCT, garantiu que está muito agradado com este novo cenário. "O título mundial a ser decidido por dois surfistas que estão a disputá-lo é algo super entusiasmante", considerou o norte-americano. Já a bicampeã mundial Tyler Wright salientou o aumentou de intensidade que isto trás. "Agora, vais ter de ganhar na água, sem depender de ninguém. Este tipo de intensidade e de pressão competitiva vai. Seguramente, aumentar o nível", apontou a australiana.

Por fim, a WSL comprometeu-se ainda a criar mais campeonatos regionais, de forma a que os jovens valores locais possam ter uma primeira plataforma de evolução, competindo mais perto de casa e não tendo uma pressão financeira tão grande, devido às constantes viagens que caracterizam o atual figurino. Essa será a rampa de lançamento para o ataque às Challenge Series.

Por João Vasco Nunes
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