Atletas portugueses de ténis de mesa regressam aos treinos na próxima semana

Garantia de Pedro Moura, presidente da Federação Portuguesa da modalidade

• Foto: Ricardo Jr

O presidente da Federação Portuguesa de Ténis de Mesa (FPTM), Pedro Moura, revelou esta quarta-feiras que os atletas portugueses vão voltar aos treinos no Centro de Alto Rendimento (CAR) de Gaia a partir de 4 de maio.

Em entrevista à agência Lusa, Pedro Moura explica que a FPTM, em conjunto com o Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), elaborou um plano de contingência para o regresso dos atletas aos treinos e que serão adotadas medidas para um regresso em segurança.

"Elaborámos um plano de contingência no CAR e temos também um fluxograma feito em parceria com o Hospital Fernando Pessoa, em Gondomar, de onde provém o nosso departamento médico. Tudo tem sido feito com a assistência dos profissionais do CAR do Jamor, sob tutela do IPDJ, e penso que estamos preparados para voltar. Na segunda-feira vamos testar a operacionalidade dos planos e fazer simulacros, e na terça-feira os atletas iniciam os treinos, já com mesa", afirma o dirigente.

Pedro Moura assinala que entre as medidas adotadas para este regresso está a reorganização do espaço, que em vez das habituais 20 mesas tem agora apenas quatro. A higienização permanente das bolas, mesas e pavimento são condições essenciais nesta fase, e o presidente da FPTM diz ainda que o planeamento prevê que apenas um número reduzido de atletas possa estar a treinar em cada uma das duas sessões de trabalho previstas.

"A lotação por sessão de treino é de oito atletas, mais dois treinadores. Temos 15 atletas que poderão entrar neste esquema de utilização, entre profissionais e atletas de alto rendimento. Naturalmente, está englobada a nossa equipa olímpica", confirma Pedro Moura, embora nesta primeira semana Marcos Freitas, João Monteiro e Tiago Apolónia não vão estar ainda nas instalações em Gaia.

Em vésperas de serem anunciadas pelo governo as regras para a reabertura da economia, Pedro Moura admite que o desporto aguarda também por indicações e que não pode ser esquecido.

"O desporto é um escape para estes momentos difíceis e quando se fala no arranque da economia não podemos esquecer que o desporto tem também essa valência e que só se pode alavancar com a prática", frisa o dirigente, que deseja que "as portas venham a ser gradualmente abertas".

Relativamente ao reinício das competições, o presidente da FPTM assinala que o ténis de mesa "é uma modalidade individual e sem contacto físico", e admite mesmo que o regresso se possa fazer a diferentes velocidades consoante a modalidade em questão.

"Inevitavelmente vai passar por aí. Com o aprofundar dos conhecimentos e das características de transmissão por parte da ciência, acredito que será mais difícil o regresso para algumas modalidades", avança Pedro Moura, que anuncia que a FPTM vai promover sessões de esclarecimento sobre o tema junto dos clubes de todo o país.

Quanto a medidas concretas uma vez reiniciadas as competições, o presidente dos mesa tenistas refere que a federação fez chegar à secretaria de estado algumas propostas, entre as quais a utilização de uma bola por ponto, a possibilidade de cada jogador ter a sua bola de jogo, higienização da área de jogo a cada set disputado, ou a não mudança de lado de mesa como é habitual nas regras da modalidade.

Mesmo assim, apesar de otimista, Pedro Moura salienta que o regresso será sempre um trabalho exigente para todos os intervenientes.

"Honestamente, não vai ser tarefa fácil a retoma total da atividade e um regresso ao desporto como o conhecíamos até agora. Vai ser preciso um processo de adaptação, que vai exigir informação e formação, e ao qual as federações vão ter de se adaptar", termina.

Com a declaração de pandemia, em 11 de março, inicialmente alguns eventos desportivos foram disputados sem público, mas, depois, começaram a ser cancelados, adiados - nomeadamente os Jogos Olímpicos Tóquio2020, o Euro2020 e a Copa América - ou suspensos, nos casos dos campeonatos nacionais e provas internacionais de todas as modalidades.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 217 mil mortos e infetou mais de 3,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Portugal contabiliza 973 mortos associados à covid-19 em 24.505 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia divulgado hoje.

Por Lusa

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