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Treinar em Portugal e jogar em França
Além de disputarem o campeonato gaulês, as respetivas equipas ainda competem na Champions
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Marcos Freitas e João Monteiro passaram a última década a treinar e a competir no estrangeiro, mas a saudade não foi o principal argumento que alavancou o projeto em curso no CAR de VN Gaia, até porque Marcos é natural da Madeira e João de Lisboa, pelo que a zona de conforto vai continuar distante do ambiente familiar.
"É sempre bom regressar depois de 10 anos fora. Antes vinha a Portugal cerca de duas a três vezes por ano e agora podemos estar cá permanentemente com boas condições de treino e isso é importante não só para nós, mas também para a modalidade", comentou Marcos, ao passo que João Monteiro complementou com a ideia de conciliar todas as vantagens: "Como profissionais temos de estar preparados para desenvolver a nossa atividade em qualquer parte do Mundo, mas escolhemos estar aqui porque acreditamos que a nossa experiência será benéfica para o desenvolvimento do ténis de mesa."
"Queremos criar um grupo de trabalho homogéneo, capaz de cativar a presença de outros jogadores de nível mundial", resumiu Marcos Freitas, garantindo que "todos os atletas presentes no CAR foram devidamente selecionados": "O ambiente é excelente e acredito que esta vai ser a nossa casa nos próximos anos. Para já somos um grupo de 15 portugueses e mais dois estrangeiros que fazem parte do top 100. Não é a academia mais forte da Europa, mas acredito que é um projeto para crescer e durar."
Desgaste controlado
O reverso deste regresso a Portugal são as viagens que os dois mesatenistas estão obrigados a realizar todas as semanas, por força das competições onde estão inseridos. Não só pelos jogos do campeonato francês em que ambos participam, sendo que Marcos representa o Pontoise e João o Chartres, mas também por causa da amplitude geográfica dos adversários da Liga dos Campeões ou ainda nos eventos internacionais em representação da Seleção. Um problema logístico que ambos reconhecem, apesar de desvalorizarem. "O desgaste de voar constantemente é enorme, mas não é inédito, se continuássemos a treinar na Áustria estaríamos sujeitos ao mesmo tempo e número de viagens. Creio que é mais importante escolher com quem posso treinar do que estar obrigado a ficar num local onde as condições nem sempre são as melhores", comentou Marcos. João recorda que "no ténis de mesa de alto nível todos os jogadores estão obrigados a viajar com regularidade": "Depois de 10 anos no estrangeiro é um bónus treinar em casa com boas condições."