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O ex-tenista alemão Boris Becker deverá apresentar factos de que foi vítima de um “roubo” de sémen, se quiser livrar-se de pagar uma pensão a uma modelo russa que, segundo uma tese difundida pela imprensa, teve uma filha do alemão com espermatozóides conseguidos através da prática de sexo oral.
O diário germânico “Bild” aponta na sua edição de quinta-feira que um advogado especializado em assuntos familiares opinou que Boris necessita demonstrar que o sémen foi conseguido por métodos ilícitos para evitar consequências.
Já havia veiculado o jornal alemão, quarta-feira, que Becker tinha sido alvo da máfia russa, que se tinha aproveitado da modelo Angelika Ermakova, de 33 anos, para “roubar” o sémen e fazer com que concebesse um filho por inseminação artificial. Esta versão foi fundamentada em documentos dos advogados do alemão, que pretendem demonstrar que tudo foi conspiração para chantagiar o seu cliente.
A menina que está na causa do litígio chama-se Anna, tem dez meses, e é apelidada pela imprensa de “bebé de Wimbledon”, pois supostamente foi fruto de um episódio amoroso ocorrido no Verão de 1999, nas traseiras de um restaurante, durante a estada do tenista no Torneio. Uns meses depois, Becker terá recebido uma carta da modelo a explicar o sucedido e a pedir uma soma milionária em troca do silêncio.
Boris Becker tentará demonstrar que não houve coito mas sim sexo oral, e que a menina foi fecundada por inseminação artificial, possibilidade teoricamente possível, contudo tecnicamente difícil. Através do relato do “Bild”, Ermakova terá escapado, conservado o sémen nos dez minutos seguintes à ejaculação e levado num recipiente a um ginecologista. Este posteriormente deveria injectar o fluído num dos dias férteis da modelo.