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Henrique Rocha qualificou-se hoje (sexta-feira) para as meias-finais do 1.º Tavira Mens Open by Crédito Agrícola, o torneio internacional M25, de 25 mil dólares em prémios monetários, que o Tavira Racket Club está a organizar no Pedras Tennis & Padel Academy, com um forte apoio da da Federação Portuguesa de Ténis (FPT).
Tiago Pereira e Jaime Faria foram, entretanto, eliminados nos quartos de final, enquanto, na variante de pares, Jaime Faria e Henrique Rocha qualificaram-se para a sua quinta final dos últimos seis torneios que jogaram.
Henrique Rocha, o segundo cabeça de série, impediu o italiano Andrea Guerrieri, o sétimo pré-designdo, de eliminar pelo terceiro dia seguido um jogador português e derrotou-o por 7-6 (7/4) e 6-2, em uma hora e 57 minutos, no primeiro embate entre ambos.
O "canhoto" Guerrieri tinha acabado com os percursos de Pedro Araújo e de Francisco Rocha nas rondas anteriores. Henrique Rocha desforrou o irmão mais velho e com esta vitória tem assegurada a subida no ranking mundial ao 319.º posto, a sua melhor classificação de sempre.
Um combate físico, com bastante humidade, e também um desafio mental, como explicou o português de 19 anos: "Foi sem dúvida a maior "guerra" da semana, sobretudo, o primeiro set, uma guerra de uma hora e meia. Foi muito duiro, estive por duas vezes com break abaixo, mas continuei a agarrar-me ao jogo, porque ele não é um grande servidor e sabia que poderia fazer o break. Já no tie-break senti-o um pouco mais ansioso para fechar os pontos e isso deu-me muita vida porque não é o estilo de jogo dele. No início do segundo set também percebei que ele estava a sair do jogo e aproveitei da melhor maneira".
Jaime Faria, o quarto cabeça de série, perdeu pela segunda vez em dois encontros com o quinto jogador do torneio, o costa-marfinense Eliakim Coulibaly, por 6-3 e 6-2, em uma hora e 19 minutos. Foi o seu nono encontro de carreira frente a um esquerdino e perdeu pela oitava vez.
"Contra esquerinos acho que não tenho um bom registo, portanto, isso pode ser um indicador negativo. Mas hoje fiz muitos erros, não estive bem, acho que não estive tão disponível em termos mentais e não pensei tão bem o jogo. Ele também passou-me uma mensagem complicada, de que iria estar ali todos os pontos. E depois há outra coisa, nos jogos de serviço dele, varia muito as velocidades, tanto vem um ás a 200 quilómetros por hora, como um kick de primeiro serviço e depois faz umas duplas-faltas do nada. Não dá ritmo".
Versão corroborada por Eliakim Coulibaly, o jogador do seu país com mais títulos internacionais (6): "Sou amigo do Jaime, conheço-o bem, derrotei-o este ano na Quinta do Lago, também em dois sets e hoje eu servi muito bem. É a minha arma e foi o meu ponto forte".
Quanto a Tiago Pereira, o último jogador a entrar diretamente no quadro principal, foi afastado pelo primeiro cabeça de série, o francês Valentim Royer, que já tinha deixado pelo caminho outro português, João Domingues, logo na primeira ronda. Royer ainda não cedeu qualquer set e hoje venceu por 6-1 e 7-5, em uma hora e 22 minutos. O segundo set teve um nível de jogo elevado e o parisiense que reside em Montpellier considerou o português "um jovem de 19 anos surpreendente, cheio de talento e com muito jogo".
Quanto a Tiago Pereira, que fez história nesta primeira vez em que competiu na sua terra de Tavira, considerou que "no primeiro set ainda estava a habituar-me ao jogo dele, que é muito agressivo e a bola dele tem bastante peso. No segundo set habituei-me mais e desfrutei muito do ténis que joguei e acho que ele também".
Ao final da tarde, Jaime Faria e Henrique Rocha ganharam a meia-final de pares diante do francês de ascendência lusa, Adan Freire da Silva, e do estoniano Johannes Seeman pelos parciais de 6-4 e 7-5.
Amanhã (Sábado) disputam-se as meias-finais de singulares a partir das 11h00 e a final de pares nunca será antes das 15h00.
Em singulares, Henrique Rocha atua logo às 11h00 frente ao alemão Sebastian Fanselow, o terceiro cabeça de série, que hoje deu conta do ucraniano Aleksandr Braynin por 6-1 e 7-5. "Tenho mais um lutador pela frente", disse o jogador natural do Porto que treinou na Maia e agora trabalha no Estádio Nacional, em Oeiras.
Será uma repetição da final do segundo torneio M25 realizado em setembro na Quinta da Beloura, em Sintra, na qual o português de 19 anos impôs-se por 6-2 e 6-3. Conhecem-se ambos muio bem porque Fanselow reside há três anos em Lisboa e treinam muitas vezes juntos.
Henrique Rocha, jogador do Centro de Alto Rendimento da FPT, está na sua nona meia-final do ano em torneios internacionais, com um saldo de 4-4, com a curiosidade de ter vencido as quatro finais que disputou esta época.
Em pares, Jaime Faria e Henrique Rocha, os primeiros cabeças de série, procuram conquistar o seu terceiro título do ano no ITF World Tennis Tour, depois dos averbados nos M25 de Setúbal, em setembro, e de Martos (Espanha), em junho. Nos últimos seis torneios, chegaram à final por cinco vezes, com um grande destaque para a presença na final do Del Monte Lisboa Belém Open da semana passada, o challenger realizado no CIF, Restelo. Os adversários da final serão o ucraniano Aleksandr Braynin e o dinamarquês David Pichler.
Por Hugo Ribeiro