João Sousa, o "Conquistador" do impensável

João Sousa "Conquistou" o impensável
• Foto: VALÊNCIA OPEN

João Sousa saiu de Guimarães aos 15 anos, rumo a Barcelona, com o objetivo de se tornar no melhor jogador português de sempre. Não foi um brilhante júnior - ao contrário dos seus (quase) contemporâneos amigos Pedro Sousa e Gastão Elias - mas cedo se percebeu que tinha caraterísticas competitivas únicas para um jogador português.

Desde 29 de setembro de 2013, data do seu primeiro título, em Kuala Lumpur, João Sousa soma dois troféus ATP (o segundo este domingo, em Valência) e mais cinco finais perdidas, que resultaram, de forma natural, no quebrar de todos os recordes portugueses no que toca ao ranking mundial. Em dois anos e um mês, João Sousa mudou por completo a história do ténis nacional, fazendo com que agora se trace uma linha clara entre o período antes e depois do aparecimento do vimaranense ao mais alto nível.

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Antes das sete finais de João Sousa, Frederico Gil havia sido o único português a chegar a ao encontro decisivo de um torneio ATP, quando em 2010, perante o público português, no Estoril Open, perdeu a discussão do título frente ao espanhol Albert Montañes. Nuno Marques nunca foi além das meias-finais e Rui Machado dos "quartos".

Entre a elite

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Um dos dados mais relevantes que ajuda a provar a impressionante consistência de João Sousa em 2015 é o seu número de vitórias em quadros principais ATP. Os 38 triunfos alcançados pelo vimaranense esta temporada não só notáveis quando comparados com os 24 de 2014 e os 16 de 2013, mas têm ainda mais relevo quando comparados com alguns dos melhores jogadores do Mundo.

Ainda com dois torneios por disputar (Paris e as ATP World Tour Finals, aos quais João Sousa não vai), o vimaranense de 26 é nesta altura o 15.º jogador do circuito com mais vitórias em 2015, apenas superado pelos nove primeiros do ranking mundial e por mais cinco jogadores do top-25 ATP, entre os quais Roberto Bautista Agut, o jogador que o português derrotou na final de Valência.

Para que a posição de João Sousa no ranking mundial se aproxime daquela que ocupa na lista de jogadores com mais vitórias, é necessário que o minhoto vá chegando mais longe nos torneio de categoria Masters 1000 e Grand Slams, onde todos os pontos entram de forma obrigatória para a contabilidade final e cada triunfo vale mais. Este ano, João Sousa somou apenas três vitórias em Grand Slams e outras três em eventos Masters 1000.

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O top-15 com mais vitórias

1. Novak Djokovic (1.º ATP), 73
2. Andy Murray (3.º), 64
3. Roger Federer (2.º), 58
4. Rafael Nadal (6.º), 56
5. Tomas Berdych (5.º), 55
6. Kei Nishikori (7.º), 52
7. David Ferrer (8.º), 52
8. Stan Wawrinka (4.º), 50
9. Kevin Anderson (12.º), 45
10. John Isner (13.º), 43
11. Gilles Simon (15.º), 42
12. Richard Gasquet (9.º), 41
13. Roberto Bautista Agut (24.º), 41
14. Bernard Tomic (18.º), 39
15. JOÃO SOUSA (34.º), 38

Cabeça de série na Austrália é possível

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A ocupar nesta altura o 34.º lugar do ranking mundial, João Sousa está à porta do lote de 32 jogadores que vão ser cabeças-de-série no Open da Austrália, primeiro Grand Slam de 2016, que se disputa em janeiro, em Melbourne.

Para poder subir ainda mais no ranking, João Sousa tem apenas a primeira semana da temporada para somar pontos (ou para ver os outros perderem), já que os rankings que definem o lote de pré-designados são os que resultam da atualização após a primeira série de torneios ATP de 2016.

Este ano, por exemplo, o vimaranense optou por não competir na primeira semana do ano, estreando-se apenas em Auckland, na segunda, mas é bem provável que a história mude em 2016. Doha, Chennai e Brisbane são as três opções ao dispôr do número um português na tentativa de somar pontos.

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A entrada como cabeça-de-série no Open a Austrália garantiria que João Sousa não poderia defrontar nenhum jogador do top-32 antes da terceira eliminatória, o que seria importante para o ajudar a defender as pontos alcançados em 2015 nos antípodas, precisamente por ter alcançado a terceira ronda, antes de perder com o britânico Andy Murray.

Sousa já foi cabeça-de-série num torneio do Grand Slam no passado, no US Open de 2014. Aí, entrou na prova como 37.º do ranking e beneficiou da desistência de cinco jogadores que estavam à sua frente, entre os quais nomes sonantes como Rafael Nadal ou Jo-Wilfried Tsonga.

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