O charme é o mesmo, o toque de classe mantém-se e ainda ganha bom dinheiro com as exibições de ténis. Bjorn Borg, porventura o mais mediático jogador de toda a história do ténis, chega hoje à noite ao Algarve, acompanhado pela sua mulher, para amanhã iniciar mais um regresso à competição no Vale de Lobo Grand Champions, defrontando o equatoriano Andres Gomez, o austríaco Thomas Muster e o brasileiro Fernando Meligeni.
Mesmo com 51 anos, Borg continua a ser um ídolo e uma referência. Quando anunciou em Wimbledon a sua disponibilidade para voltar ao circuito de veteranos, começou a caça ao sueco que, depois do Vale de Lobo, já tem previstas presenças em outros torneios europeus, na Holanda e na Alemanha, onde até está previsto defrontar John McEnroe.
O apreço pela figura de "Ice Borg" é de tal forma que o jogador consegue sempre bons contratos. Muitos são os patrocinadores e espectadores que querem reeditar a célebre final de Wimbledon, em 1980, ganha pelo sueco e que se prolongou por cinco sets. Não faltou o drama e o suspense, como gostam os ingleses, num tie-break quase interminável. Foi a última vitória de Borg e a sua despedida de Wimbledon.
Uma vida pacata
Desde que Borg desapareceu de cena a sua vida nunca mais foi a mesma. Retirou-se cansado, aos 26 anos, da alta competição. Não soube conviver com duas derrotas seguidas em finais em Wimbledon e no US Open e abandonou. Tentou o regresso em 1991, recorrendo às mesmas raquetas de madeira, mas os seus 35 anos e falta de ritmo impediram-no de conquistar qualquer vitória. Rendeu-se à evidência dos factos e fez carreira no circuito de veteranos, mantendo um nível bastante apreciável.
O gosto pelo ténis e pela manutenção da condição física mantém-se. Borg joga com alguns dos melhores juniores suecos e tem uma vida pacata, junto da sua terceira mulher, Patricia Ostfeldt, 37 anos, uma agente imobiliária de quem tem um filho nascido em 2003.
Terá sido precisamente Patricia Ostfeldt a dar o rumo da tranquilidade ao campeão sueco após dois casamentos fracassados (a ex-tenista Mariana Simionescu, primeiro e, depois, a cantora rock Loredana Berté), que lhe provocaram a ruína financeira.
Agora, Bjorn Borg é um homem feliz. Trata dos seus negócios, dá o seu nome a uma linha de roupa desportiva, joga ténis e passeia os filhos. Pontualmente aceita recordar os bons velhos tempos. Mesmo que tenha de pegar na raqueta a troco de 150 mil euros por torneio...
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