Albert Costa está a desafiar a lógica no Torneio de Roland Garros, enquanto mantém acesa a esperança de renovar o título no Grand Slam parisiense. E não há outra forma de abordar a campanha do espanhol sem recorrer aos factos: em cinco encontros, quatro vitórias em cinco "sets", três das quais depois de estar em desvantagem de 0-2, 18 horas e 32 minutos em campo, e nada menos que 23 "sets" disputados. Um feito inédito na catedral da terra batida, e que acontece apenas pela quinta vez em termos de Grand Slams.
Ontem, o jogador natural de Lérida, de 27 anos, apurou-se para as meias-finais e concluiu precisamente o seu quarto triunfo em cinco parciais, terceiro a recuperar de 0-2, ao bater o jovem compatriota Tommy Robredo (21 anos), que assim ficou impedido de completar com a "Dama" o seu baralho de cartas imaginário, depois de, nas rondas anteriores, ter eliminado o "Ás" (Lleyton Hewitt) e o "Rei" (Gustavo Kuerten).
Robredo teve tudo na mão para ser feliz, começando a ganhar por 6-2 e 6-3, mas ao permitir uma quebra de serviço, com 4-4 no terceiro "set", entrou numa espiral de "autodestruição", e Costa, do alto da sua experiência, aproveitou para mudar a táctica e o rumo dos acontecimentos, massacrando a direita do adversário, até fechar com parciais de 6-4, 7-5 e 6-2, ao fim de 3h 28m.
"Até eu fico espantando com esta resistência. É difícil explicar", disse o campeão do Estoril Open 1999, admitindo que, fisicamente, "foi um dos encontros mais duros da minha vida".
Após Sergio Roitman, Radek Stepanek, Nicolas Lapentti, Arnaud Clément e Tommy Robredo, nas meias-finais Albert Costa reencontra o adversário que bateu na final da última edição: Juan Carlos Ferrero.
Apesar do desgaste acumulado, a confiança é cada vez maior. "Sinto--me a 100 por cento e a jogar sem qualquer tipo de pressão, uma vez que já consegui ganhar este torneio. Mesmo quando estou a perder por dois "sets", continuo a pensar que sou capaz de vencer a partida. O que é óptimo, desde que os meus adversários pensem o mesmo", ironizou o espanhol.
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