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OS CAMPEÕES nunca desistem. Martina Navratilova abandonou o circo profissional há cinco anos e meio e agora regressa para desfrutar do prazer da competição, voltar a rever caras conhecidas e ainda com a esperança de poder erguer mais um troféu num torneio do Grand Slam. Aos 43 anos de idade, Navratilova é a figura de cartaz esta semana no Clube de Campo de Madrid, um torneio com 170 mil dólares em prémios, que é o teste final para Roland-Garros na próxima semana. Toda a gente quer ver em acção a veterana e, face à ausência de última hora da norte-americana Lindsay Davenport, lesionada nas costas, Navratilova é mesmo a figura de proa do evento madrileno. O sorteio para a variante de pares já foi feito e Navratilova e a sul-africana Mariaan de Swardt, que não figuram como cabeças-de-série, defrontam terça-feira ou quarta-feira o par formado pela japonesa Rika Hiraki e pela norte-americana Meghann Shaughnessy.
O regresso de Navratilova foi anunciado há cerca de um mês para Wimbledon, onde conquistou nove títulos, seis dos quais consecutivos (1982 a 1987). Porém, como a antiga campeã não gosta de perder nem a feijões, Navratilova colocou mais alguns eventos na agenda: Roland-Garros, Eastourbne e, mais recentemente, Madrid. "Acho que ainda sei bater na bola", comentou Navratilova na hora de regresso à competição.
Navratilova diz que apenas pretende gozar um pouco a vida. Não lhe bastaram estes cinco anos de interregno da competição para ser feliz. Ela quer mais, embora tenha a perfeita noção que a glória só a terá na companhia de uma parceira. A sul-africana Mariaan de Swardt, que nunca jogou pares com Navratilova, mostrou-se disponível e o regresso da antiga campeã vai ser uma realidade. "Swardt bate forte na bola é agressiva e a mim cabe-me mais jogar em toque", referiu Martina a propósito do primeiro embate.
VISITAR O LOUVRE
Navratilova adora conhecer locais históricos. Para quem nasceu numa cidade bonita como Praga e nunca foi ao Museu do Louvre é quase um "crime". A antiga campeã diz que, agora, não vai perdoar. Em Paris terá a companhia da sua mãe para um circuito turístico e, é claro, o Museu do Louvre está na ordem de prioridades. "Quando jogava não podia fazer essas coisas. Tinha de poupar muitas energias para os jogos de singulares. Agora quero divertir-me. Acho que vai ser engraçado e também não quero fazer uma triste figura. Sei que ainda posso bater na bola", assegura Navratilova, que detém o maior número de vitórias em singulares no ténis profissional: 167 títulos, mais do que qualquer outro jogador.
QUEM É QUEM
Nome: Martina Navratilova
País: Estados Unidos
Data de nascimento: 18 Outubro 1956
Local de nascimento: Praga, República Checa
Palmarés: Número de títulos em provas do WTA Tour: 167; Grand Slam: 18 singulares, 31 em pares e 7 em pares mistos; foi número um mundial durante vários anos consecutivos (1982 a 1986), sendo a segunda jogadora na história com o maior número de semanas na liderança do "ranking" (331); abandonando a actividade como profissional em Novembro de 1994; vencedora de todos os torneios do Grand Slam, Open da Austrália, Roland-Garros, Wimbledon e Open dos EUA; ganhou mais de 20 milhões de dólares em torneios oficiais
NORBERTO SANTOS
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