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NUNO Marques abriu, ontem, o campo das hostilidades para tentar voltar a conquistar o título de campeão nacional. E, num quadro principal repleto de gente jovem, o "trintão" do CT Porto bateu o seu vizinho do Lawn Tennis Club da Foz, Ricardo Cortes, dez anos mais novo, por 6-3 e 6-1, no Estoril.
Foi um regresso de Marques ao ténis de antigamente, mas para o qual também muito contribuíram algumas facilidades do opositor, um aluno do terceiro ano da Faculdade de Motricidade Humana, que não tem o peso de bola daquele que foi o único português no "top 100" mundial.
Uma boa rodagem de Marques, situado na parte inferior do quadro, onde tem como adversário na próxima ronda, à melhor de cinco "sets", Luís Lourenço, que bateu João Campos, por 4-6, 6-2 e 6-2. O jogo de Marques, tal como o do primeiro "cabeça- -de-série", Bernardo Mota, vencedor de Orlando Araújo, por 6-1 e 6-2, ainda arrastou muito público, mas diga-se, com toda a justiça, que o jogo do dia estava a decorrer no "court" ao lado, entre o "miúdo" de 17 anos, Tiago Godinho, o "Roddick luso" - tais são as suas parecenças como o jovem norte- -americano na fisionomia, equipamento e estilo de jogo - e Nuno Matias, o "Chang nacional", de 23 anos.
O ténis moderno, superagressivo de Tiago Godinho agradou bastante a João Lagos que ficou com o rapaz do Ace Team debaixo de olho. O director do Estoril Open quis dar até um "bitaite" ao seu treinador, Pedro Bívar. "Se há jogadores de que gostei desta nova geração, o Tiago é um deles. Tem ténis e sabe o que está a fazer."
Lagos saiu à hora do almoço e parecia que ia adivinhar que a partida ia durar até tarde: Tiago Godinho, depois de desperdiçar três "match-points" a 5-4 e 40-0 no seu serviço, esteve a ganhar por 5-2 na terceira partida para permitir que a experiência de Matias viesse ao de cima. Tiago Godinho, para salvar o encontro no "tie-break", deu cambalhotas no chão, correu e fez correr Nuno Matias, mas na parte final saiu-se bem com os bons primeiros serviços: 6-3, 6-7 (3) e 7-6 (5), em três horas e 28 minutos. Hoje, o "Roddick luso" defronta Hélder Lopes, um dos pupilos de Pedro Cordeiro.