2º Open de São Domingos: João Monteiro e Nuno Borges na final

Garantindo um campeão português pelo segundo consecutivo

João Monteiro, o 2º cabeça de série, e Nuno Borges, vindo da fase de qualificação, apuraram-se hoje (Sábado) para a final do 2º Open de São Domingos, garantindo um campeão português pelo segundo consecutivo no torneio internacional de ténis de 23 mil euros em prémios monetários (25 mil dólares), a contar para o ranking mundial do ATP World Tour, que termina amanhã (Domingo) no São João Ténis Clube, em Lisboa.

Nuno Borges poderá mesmo fazer a sempre aliciante "dobradinha", dado que hoje conquistou o primeiro título internacional profissional da sua carreira, ao vencer o torneio de pares ao lado do seu amigo de longa data, Francisco Cabral.

Nuno Borges e Francisco Cabral, que não jogavam juntos desde 2015, já tinham estado na final de um Future e este primeiro título teve um sabor especial por terem derrotado os primeiros cabeças de série, o irlandês Sam Barry e o australiano Bradley Mousley, por 6-1, 3-6 e 10/5.

Nuno Borges tem sido sujeito a um desgasta assinalável, pois venceu dois encontros no "qualifying" de singulares, quatro no quadro principal de singulares e quatro no quadro principal de pares, mas continua sentir-se «fisicamente bem».

E hoje o jogador da Maia, de 20 anos, 1264º classificado no ranking mundial, bem que necessitou de toda essa disponibilidade física para derrotar nas meias-finais de singulares o espanhol David Vega Hernandez, de 23 anos, 689º do ATP World Tour e campeão em 2014 do Future das Termas de Monfortinho.

David Vega Hernandez liderou o terceiro set por 5-3 e serviu para ganhar o encontro, antes de Nuno Borges encetar uma recuperação espetacular e triunfar pelos parciais de 4-6, 6-4 e 7-5, em duas horas e 46 minutos, tendo disparado 7 ases.

«Não tenho muitas palavras, estou muito feliz por ter chegado à final, lutei com tudo o que tinha e sabe muito bem estar na final. Lutei com muita força, tentei jogar o mais simples possível e resultou», disse, após apurar-se para a sua primeira final.

Quanto a João Monteiro, o 2º cabeça de série, tornou aparentemente fácil o que era bem difícil, impor-se pela segunda vez em dois encontros entre ambos a André Murta, o 7º cabeça de série, desta feita por 6-3 e 6-4, em uma hora e 27 minutos.

O campeão nacional, de 23 anos, 397º classificado no ATP World Tour, não acusou as quase três horas da véspera, não pareceu sofrer demasiado com a lesão no joelho esquerdo, nem do desgaste emocional de ter sido forçado a salvar quatro match-points na sexta-feira.

«Acho que hoje, tenisticamente, joguei melhor. É difícil jogar com um português nas meias-finais, mas joguei bem, estive no controlo e fiz o que era necessário», disse o portuense que procura agora o terceiro título da sua carreira em Futures.

André Murta, de 22 anos, 556º no ranking mundial, não serviu bem, mas nem jogou mal, embora lhe tenha faltado consistência de jogo nas longas e intensas trocas de bola ao fundo do court.

«Não estive tão sólido hoje, o meu serviço não esteve ao nível que eu gostaria, no geral estive sempre a correr atrás do resultado, mas o João teve o seu mérito e pressionou bem», disse o algarvio que teve nas bancadas a companhia da sua irmã Inês, a segunda melhor portuguesa no ranking mundial do WTA Tour.

A final de singulares de amanhã, marcada para as 16 horas, encerra a curiosidade de Nuno Borges seguir atentamente o percurso do seu adversário, por também ter sido bem-sucedido no circuito universitário americano antes de encetar uma promissora carreira profissional.

«Tentar seguir as pisadas dele seria incrível, mas ele tem mais experiência e é mais velho do que eu», comentou Borges.

«Eu não diria que sou um modelo para ele, porque está a fazer o seu trajeto, está a jogar muito bem, a ter resultados como eu não tive, eu nunca fui top-5 e ele é-o no segundo ano (de Universidade), enquanto eu só consegui atingir esse nível no quarto ano. Ele tem tudo para superar o que eu fiz, sendo verdade que fui pioneiro no "College Tennis"», considerou Monteiro.

Os dois finalistas defrontam-se pela segunda vez, depois de Monteiro ter derrotado Borges na primeira ronda do Future de Idanha-a-Nova, em julho do ano passado, também sobre "hardcourts", por 7-5 e 6-2.

Antes da final de singulares, haverá uma exibição de ténis em cadeira de rodas, com meias-finais e final, a partir das 10h00, sendo de realçar a presença de três dos quatro jogadores da seleção nacional que esteve presente no último Mundial.

Por Hugo Ribeiro
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