Óbidos Ladies Open perde três portuguesas na primeira ronda

Maria Inês Fonte, Mariana Campino e Inês Oliveira, todas ainda sub-18

Ao terceiro dia do 4.º Óbidos Ladies Open de 2019, deixou de haver portuguesas em prova no torneio de singulares. 

Nesta quarta-feira houve três tenistas nacionais a jogarem a primeira ronda do quadro principal mas todas foram eliminadas na Bom Sucesso Tennis Academy. 

A mais credenciada das três era a vice-campeã nacional, Maria Inês Fonte, a 375.ª classificada no novo ranking da Federação Internacional de Ténis (ITF ).  

A jovem de 17 anos tinha sido a única portuguesa a superar a fase de qualificação, com duas boas vitórias, mas o seu percurso foi interrompido pela checa Anastasia Zarycka (230.ª no circuito WTA), a primeira cabeça de série, por 6-3 e 6-2. 

No qualifying, Inês Fonte ultrapassou sucessivamente a búlgara Shalimar Talbi por 4-6, 7-5 e 11/9; e a britânica Victoria Allen por 6-4 e 6-1.      

Mariana Campino (na fotografia), a 1053.ª ITF, tropeçou na búlgara Petia Arshinkova (670.ª no ranking mundial e 344.ª na tabela ITF) pelos parciais de 6-2 e 6-0. 

Foi a segunda semana seguida em que a jovem de 15 anos, ainda em formação tenística, jogou o quadro principal nesta série de torneios de 25 mil dólares em prémios monetários, pouco mais de 23 mil euros. 

A grande novidade do torneio desta semana foi a presença no quadro principal de Inês Oliveira, ainda sem cotação internacional, mas a estrear-se nesta fase de um torneio a contar para o ranking mundial.  

Inês Oliveira não resistiu à canadiana Carson Brastine (639.ª WTA e 293.ª ITF), baqueando por 6-2 e 6-0.  

"Acho que até entrei bastante bem, porque estive quase a fazer break bastante cedo. Considero que, com o desenrolar do encontro, em vez de habituar-me melhor ao tipo de jogo dela, não consegui fazê-lo porque não estava nos meus melhores dias em termos mentais e de atitude (no campo). Também tive muita dificuldade em responder ao serviço dela", comentou a jovem de apenas 15 anos. 

Com muito pouca experiência a este nível, Inês Oliveira decidiu apostar neste tipo de provas com o objetivo de superar essa lacuna. Disputou apenas três torneios (incluindo duas fases de qualificação), mas foi o suficiente para a tenista do Montijo aperceber-se do que precisa de trabalhar para singrar neste patamar. 

"Essa decisão foi tomada em conjunto com os meus treinadores (Ricardo Tomé e Vasco Martins). Sugeriram-me estes torneios para começar a ganhar experiência e para aperceber-me do que tinha de melhorar em relação às outras que já estão num nível bem acima do meu", explicou.  

"Serviu-me também como uma excelente oportunidade para fazer bons encontros. Acho que a grande diferença é a intensidade de pés, de ténis e em termos mentais. A maior parte delas é muito forte mentalmente e considero isso muito importante neste desporto, principalmente a este nível", acrescentou a atleta do LX Team. 

A treinar quatro vezes por semana fica difícil gerir horários entre a escola e o ténis. 

"É muito difícil conciliar as duas coisas, mas como costuma dizer-se ‘quem corre por gosto não cansa’. Não tenho quase tempo nenhum para estudar e, por isso, tenho de estar sempre muito atenta nas aulas. Enquanto os meus colegas descansam no fim de semana, eu estudo, isto se não tiver torneios", declarou-nos Inês Oliveira, que conta com o importante apoio quer de professores, quer de treinadores na gestão das duas atividades. 

Ainda a dar os primeiros passos por estas bandas, e sublinhando que a aposta nos torneios mais importantes a nível nacional é para continuar, a jovem jogadora não esconde que os seus "grandes objetivos são ganhar um encontro num torneio de 15 mil dólares ou de 25 mil", pois, "embora as hipóteses sejam poucas, é possível". 

E objetivos a longo prazo? "Sonho ser profissional, gostava mesmo de sê-lo, mas para isso sei que tenho de trabalhar muito, dar 100 por cento em cada treino e tentar aprender dia a dia, seja em treinos seja em jogos. Para isso teria que treinar mais e para isso vou ter de arranjar soluções por causa da escola", finalizou. 

Além das três portuguesas que ficaram pelo caminho no quadro principal, houve outras três na fase de qualificação: Francisca Jorge (660.ª WTA), Sara Lança (843.ª WTA) e Madalena Andrade. Só a bicampeã nacional, Francisca Jorge, ainda venceu um encontro, mas cedeu depois diante da britânica Emily Webley-Smith (532.ª WTA), a campeã do torneio de pares no domingo passado, por 6-2, 4-6 e 10/5. 

Autor: Francisco Semedo

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