Andrea Ka eliminada nos oitavos de final do 3.º Óbidos Ladies Open

N.º1 do Camboja treina em Portugal

Foi preciso esperar mais de 24 horas desde a última troca de bolas na Bom Sucesso Tennis Academy para que o 3.º Óbidos Ladies Open voltasse à ação. A chuva impediu que se jogasse na quinta-feira, com os encontros a voltarem à normalidade na jornada desta sexta-feira para se disputarem os oitavos de final.

Sem portuguesas em prova, o destaque do dia de competição foi para Andrea Ka (376.ª classificada no novo ranking da Federação Internacional de Ténis – ITF), atleta do Camboja mas que está radicada em Portugal há já alguns anos.

A jogadora asiática, "carrasca" de Inês Teixeira na primeira ronda, foi derrotada pela britânica de 34 anos Emily Webley-Smith (524.ª WTA), uma especialista de pares, por 6-1 e 7-5.

"Hoje foi um encontro difícil. Joguei com ela no mês passado e, por isso, sabia o que esperar. É uma boa jogadora, muito experiente. Infelizmente no primeiro set não consegui seguir o meu plano de jogo, fiz muitos erros não forçados. Contudo, à medida que me fui acalmando, consegui jogar o meu ténis. Só tenho coisas boas a retirar deste encontro e muitos feedbacks para melhorar nos próximos treinos", disse a Record a tenista de 27 anos.

Nascida em França, de pais cambojanos, Andrea Ka é a grande referência do ténis feminino no seu país. Foi a primeira jogadora na história daquele país a vencer um torneio profissional individual, ao conquistar os títulos de Amarante e Hua Hin em 2016.

Feitos que são para Andrea Ka um motivo de orgulho: "Tenho dupla nacionalidade. Os meus pais são cambojanos, mas nasci em França. Jogar pelo Camboja e representar o meu país no circuito, mas também em grandes competições como os SEA Games (Jogos do Sudeste Asiático) onde ganhei uma medalha (de Bronze em 2017) e os Jogos Asiáticos, é uma honra".

Sem grande expressividade no ténis, o Camboja começa a ter agora os primeiros resultados fruto do trabalho da única cambojana a integrar o ranking mundial, mas também com uma ajuda específica.

"O ténis está a crescer todos os dias no Camboja graças ao Secretário Geral Rithivit Tep", elogiou Andrea Ka, que espera "ser uma inspiração para os mais novos que querem perseguir o sonho do ténis a curto ou longo prazo".

Como surgiu a ligação a Portugal? "A principal razão para vir para Portugal foi o meu namorado ser daqui (o ex-jogador Vasco Valverde). Conhecemo-nos na Universidade em São Francisco e a ideia de vir para Portugal entusiasmou-me. Queria ter um sítio onde pudesse treinar entre os torneios. Ouvi falar do LX Team, porque o meu namorado conhecia um dos responsáveis, o (treinador) Manuel Costa Matos. Mais tarde soube que o Vasco Martins ia juntar-se à equipa e eu queria trabalhar com ele", referiu.

"É uma miúda que gosta de apanhar a bola cedo, gosta de ser agressiva, tem uma boa direita. Gosta de estar muito a três quartos (do campo) a jogar direitas inside in e inside out. Tem bom toque de bola. O estilo de jogo é agressivo e gosta de comandar os pontos com a sua direita", explicou-nos Vasco Martins, adiantando ainda que as superfícies mais rápidas são o seu piso de eleição.

A franco-cambojana prefere não definir grandes objetivos, mas há um especial: "Não tenho objetivos de rankings para este ano, apenas quero melhorar todos os dias e desfrutar da competição. O meu grande objetivo seria chegar ao top 100 e jogar todos os torneios do Grand Slams".

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