Angogerman Oeste Ladies Open: Kaia Kanepi desperdiça oito set points e é eliminada

Primeira cabeça-de-série surpreendida

Kaia Kanepi, a cabeça de cartaz da primeira edição do Angogerman Oeste Ladies Open, não confirmou hoje (sexta-feira) o favoritismo e foi surpreendida pela menos cotada Isabella Shinikova, que ao cabo de 2h14 triunfou por 7-6 (10/8), 3-6 e 6-3, no primeiro duelo entre ambas, nos quartos-de-final do torneio de 60 mil dólares em prémios monetários, nas Caldas da Rainha.
 
Ao contrário do que aconteceu nas rondas anteriores, a estónia — que já fez parte do top-15 mundial — não conseguiu mudar o "chip" depois de uma entrada lenta, que vinha a utilizar para estudar o jogo da adversária e sentiu demasiado o vento moderado que fez-se sentir.
 
«Não vou dizer que se não houvesse vento iria ganhar, mas a verdade é que não senti muito vento no primeiro set, não houve praticamente vento no segundo e senti-o bastante no terceiro. Como jogo muito chapado e em profundidade, cometi mais erros do que deveria», lamentou-se a campeã do Estoril Open de 2012, com vitórias sobre quatro jogadoras que já foram n.º1 mundiais, entre as quais Simona Halep no US Open de 2018.
 
A melhor jogadora de sempre da Estónia poderia ter ganho o encontro, pois dispôs de oito set-points no primeiro set, designadamente a vantagem de 6-3 no tie-break, e embora se lembre «de alguns erros de direita em alguns desses pontos no tie-break», não se arrepende «de ter sido agressiva nessas ocasiões», por ser esse o seu estilo.
 
Num encontro parco em qualidade, mas muito emotivo, para além de deixar bem evidentes as dificuldades de movimentação que sente quando é forçada a deslocar-se entre as duas laterais do court, que são ainda mais evidenciadas quando há vento, Kaia Kanepi não conseguiu fazer uso da experiência adquirida ao longo da última década ao mais alto nível.
 
A búlgara Isabella Shinikova, que já foi 133.ª do ranking e esta semana surge na 213.ª posição, também não brilhou, para além dos sete ases que fez. Mas entre o desperdício de parte a parte e o natural desespero, conseguiu ser ligeiramente melhor para fazer a diferença.
 
Responsável pela maior surpresa do torneio, a búlgara de 27 anos vai ter pela frente mais uma cabeça de série: a francesa Jessika Ponchet (a sétima), que sorriu frente à búlgara Viktoriya Tomova (terceira) pelos parciais de 6-3, 3-6 e 7-6 (7/3), em 2h11 de jogo.
 
A tenista gaulesa já tem cinco títulos ITF em singulares (um dos quais no 25 mil dólares (mais hospitalidade) da Figueira da Foz, no ano passado, e cinco em pares, sendo agora a favorita à vitória no Complexo Municipal de Ténis das Caldas da Rainha.
 
A outra meia-final do quadro principal de singulares vai opor a sérvia Natalija Kostic à espanhola Cristina Bucsa. Atual número 212 do ranking, a sérvia venceu o único duelo do dia concluído em dois sets, por 6-1 e 7-5 face à espanhola Georgina Garcia-Perez e está praticamente assegurada a sua entrada nas 200 primeiras do ranking WTA pela primeira vez na sua carreira. O mesmo se aplica à espanhola, para já 219.ª classificada, que voltou a dar a volta a um encontro, neste ante a suíça Ylena In-Albon, com os parciais de 5-7, 6-2 e 6-3.
 
In-Albon, de 20 anos, é uma das novas promessas do ténis helvético e, para além de já ter ganho um torneio de 60 mil dólares este ano (em Quioto, no Japão), foi a vencedora da primeira edição do torneio de sub-21 por convite que a Tennis Europe e a Federação de Ténis Alemã (DTB) organizaram em conjunto com os responsáveis pelo ATP 500 de Hamburgo, um dos torneios com maior história no circuito masculino.
 
Apaixonada pelo nosso país, Natalija Kostic deixou muitos elogios à região do Oeste e explicou o que é que a ajudou a superar o encontro dos quartos de final. «Foi um encontro muito complicado e tive de trabalhar muito a tática. O meu treinador analisou-a, como costuma fazer sempre, e chegámos à conclusão de que jogar muito com o slice seria a melhor opção. Acho que me dei muito bem, gosto muito de usar o slice porque a minha superfície favorita é a relva e por isso gostei muito de jogar este encontro».
 
Baixinha — tem 1,62m —, a carismática tenista sérvia revelou ainda que está «a trabalhar a minha pancada de serviço para não dar avanço às minhas adversárias e evitar que o consigam quebrar com facilidade» e entre sorrisos garantiu que «tento movimentar-me o melhor possível para chegar a todas as bolas e lutar por todos os pontos».
 
Com apenas uma cabeça-de-série em prova – Jessika Ponchet – as meias-finais disputam-se amanhã (Sábado), às 11h00 e às 14h00, e a final de pares começa nunca antes das 16h00.

Por Hugo Ribeiro
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