Angogerman Oeste Ladies Open: Só Natalija Kostic pode travar 22.º título de Isabella Shinikova

A ‘papa torneios’ do ITF World Tour já conquistou nas Caldas da Rainha o 29.º título de pares da carreira. Amanhã procura a ‘dobradinha’ no torneio de 60 mil dólares em prémios

A sérvia Natalija Kostic e a búlgara Isabella Shinikova procuram conquistar o título mais importante das suas carreiras na final de singulares de amanhã (domingo). Hoje (sábado) triunfaram em emocionantes meias-finais da edição inaugural do Angogerman Oeste Ladies Open, um torneio a contar para o ranking mundial, que distribui 60 mil dólares em prémios.
 
Kostic, de 25 anos, 212.ª do ranking WTA, e Shinikova, de 27 anos, 213.ª na hierarquia mundial, são as derradeiras resistentes de uma semana ao mais alto nível, que tem levado muito público ao Complexo Municipal de Ténis das Caldas da Rainha. Qualquer uma delas irá subir bastante no ranking mundial, a sérvia para o 188.º posto (a sua melhor classificação de sempre) e a búlgara para 189.ª (já foi 133.ª em 2017).
 
A primeira a garantir o acesso à final foi Natalija Kostic. Numa meia-final de alto nível, com pancadas muito variadas de parte a parte, a compatriota de Novak Djokovic superou a espanhola Cristina Bucsa (219.ª) em três equilibradas partidas, com os parciais de 7-5, 2-6 e 6-3, ao cabo de 2h32 de jogo.
 
Depois, foi a vez de Isabella Shinikova juntar-se ao alinhamento da final. A carismática búlgara saiu por cima de um encontro entre grandes conhecidas ao derrotar a francesa Jessika Ponchet, a sétima cabeça-de-série, por 7-6 (7/1), 5-7 e 6-2, em 2h08.
 
Horas depois as duas uniram esforços para arrebatarem o título de pares do Angogerman Oeste Ladies Open, superando na final, por 6-1 e 6-3, em 58 minutos, a dupla terceira cabeça-de-série, formada pela alemã Vivian Heisen e a cazaque Anna Danilina, que nos quartos-de-final tinham eliminado a portuguesa Francisca Jorge e a espanhola Olga Parres.
 
A final de singulares de amanhã está marcada para as 11h00, com entrada gratuita, e tem transmissão em direto na SportTV-1, a televisão oficial do torneio.
 
As duas jogadoras vão medir forças pela quarta vez e o ‘mano-a-mano’ dita duas vitórias para Shinikova e um triunfo para Kostic, mas não se defrontam desde 2013, tendo muito mudado na carreira de ambas desde então.
 
Falta saber se será o 14.º título em torneios a contar para o ranking mundial para Natalija Kostic ou o 22.º para Isabella Shinikova.
 
Primeira meia-final fisicamente desgastante
 
Tal como na jornada anterior, Kostic voltou a apostar nas variações entre o slice (à direita e à esquerda, estando mais avançada e mais recuada no court) e bolas spinadas para forçar a movimentação da espanhola, que procurava mais uma final em solo português — foi campeã do ITF de 15.000 dólares de Santarém, há dois anos, e do 25.000 dólares da cidade do Porto, há uma temporada. Bucsa, por sua vez, voltou a demonstrar a enorme variedade (e facilidade) de jogo que tem ao seu dispor, mas desta vez não de forma suficiente para garantir a vitória.
 
Num comentário muito detalhado ao encontro, Natalija Kostic — que tem assegurada a entrada no top 200 mundial pela primeira vez na carreira — teceu elogios à adversária e explicou a linha de pensamento com que aborda cada encontro.
 
«Foi um excelente encontro, muito cansativo. A Cristina está a jogar muito bem e bateu bancadas muito traiçoeiras, que eu normalmente faço contra as outras jogadoras. Foi um encontro muito bom e acho que consegui melhorar o meu nível, o que é importante quando o jogo da outra jogadora exige mais e mais de ti», disse a sorridente sérvia.
 
«Tento sempre descobrir aquilo de que a minha adversária não gosta e hoje sabia que tinha de correr muito porque se lhe desse bolas rápidas, as dela seriam ainda mais rápidas. E então dei-lhe bolas mais lentas, para ter tempo para as minhas. Isso fez com que tivesse de correr mais, mas estava pronta para isso», acrescentou Kostic, que tem 13 títulos de singulares do ITF World Tour, mas nenhum de categoria tão elevada como o das Caldas da Rainha, embora este ano já tenha sido finalista de um evento de 80 mil dólares.
 
Shinikova complicou tarefa na segunda meia-final
 
Mas se Kostic já tem um palmarés considerável, não se compara com a ‘papa torneios’ Isabella Shinikova, campeã de 21 troféus de singulares do ITF World Tour. Também no seu caso nenhum comparável com a importância do evento português. Aliás, para a intensa búlgara é mesmo a final mais importante da sua carreira.
 
Isabella Shinikova poderia ter poupado forças para a final de amanhã, uma vez que dispôs de três match-points na segunda partida, mas não aproveitou nenhuma das oportunidades e viu a partida escapar-se-lhe da raquete.
 
Só que depois, com aquela garra que lhe é característica, trouxe ao de cima a maior disponibilidade física e voltou a ser feliz, um dia depois de ter eliminado a grande figura do torneio, a estónia Kaia Kanepi.
 
Shinikova e Ponchet campeãs de pares
 
Uma hora depois de terminarem a sua meia-final de singulares, Isabella Shinikova e Jessika Ponchet uniram esforços na final de pares para derrotarem a cazaque Anna Danilina e a alemã Vivian Heisen, as terceiras cabeças-de-série, por 6-1 e 6-3. Foi o primeiro título juntas, mas se contarmos com outras parceiras foi o terceiro do ano para Ponchet e o 29.º da carreira para Shinikova.
 
Em entrevista ao Grande Jornal da SportTV+, Nuno Mota, o diretor do torneio e um dos quatro promotores da Capital Events, deixou garantias de que o Angogerman Oeste Ladies Open «é uma prova que vem para ficar. Nos próximos quatro anos queremos criar um alicerce de cinco anos de consolidação da prova. Pouco a pouco vamos acrescentando algumas mais valias, como acrescentar hospitalidade e eventualmente subir o prize money, e tomar decisões sobre o que vamos fazer daqui para a frente».
 
O principal responsável pelo maior torneio de ténis feminino a acontecer em Portugal desde maio de 2014 destacou a importância de «dar passos seguros para que a prova possa estabilizar e aos poucos ganhar outras dimensões» depois de um primeiro ano de verdadeiro sucesso, que contou com a ex-top-15 mundial (e campeã do Estoril Open em 2012), Kaia Kanepi, como a principal cabeça de cartaz.

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