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Carlos Ramos: «É uma situação chata, mas arbitragem 'à la carte' não existe»

Miguel Seabra revela ao 'Expresso' o que o árbitro português lhe disse após polémica final do US Open

A final feminina do US Open entre a norte-americana Serena Williams e a japonesa Naomi Osaka, vencida de forma fácil pela nipónica de 20 anos, ficou marcada por uma enorme polémica a envolver o árbitro Carlos Ramos, que atribuiu três advertências à campeã norte-americana por conduta incorreta. O juiz português continua a ser esta semana alvo de todos os 'escrutínios' e quebrou o silêncio com Miguel Seabra, jornalista e seu amigo há quase 30 anos.

Num artigo de opinião publicado no 'Expresso', Seabra avança que Carlos Ramos recebeu "centenas de mensagens de apoio de família, colegas, jogadores e ex-jogadores". "Não tem ido às redes sociais. Diz-me que só lê artigos ‘equilibrados’ sobre o tema, criteriosamente escolhidos e enviados por amigos. Está seguro da sua atuação mas não pode ser citado sobre o encontro nem sobre a polémica em si. São regras pelas quais se regem os árbitros de ténis. Evitou andar pelas ruas no domingo seguinte, para não suscitar qualquer situação complicada, e está prestes a sair para uma eliminatória da Taça Davis entre a Croácia e os Estados Unidos, em Zadar, a partir de sexta-feira. "Estou bem, tendo em conta as circunstâncias. É uma situação chata, mas arbitragem ‘à la carte’ não existe. Não te preocupes comigo!", pode ler-se no texto assinado por Seabra.

Depois do jornalistas português ter saído em defesa de Carlos Ramos no Twitter - "Conheço Carlos Ramos há 30 anos, é uma das melhores pessoas e uma das pessoas mais justas que conheço. A Serena perdeu a cabeça e puxou por ângulos que nunca devia ter puxado. Tentarem fazer disto um problema de sexismo ou racismo está para além da minha compreensão; o Carlos Ramos sempre foi um árbitro que fez valer os regulamentos de modo justo diante de estrelas masculinas como Rafael Nadal e Novak Djokovic, por coaching ou violações de tempo. A Serena não lhe deu qualquer margem com o seu comportamento" -, recebeu inclusivé uma mensagem do treinador de Serena Williams, Patrick Mouratoglou.

"Falando-me de 'homens que se sentem ameaçados por mulheres de forte personalidade', dizendo-me que antes gostava de Carlos Ramos mas que foi a pior arbitragem que já tinha visto, e comparando uma sua maior complacência perante os tenistas masculinos face à dureza das sanções na final feminina", escreveu Miguel Seabra.

Português já de volta ao trabalho

A melhor maneira de esquecer o caso do último fim de semana... é voltar a trabalhar. Carlos Ramos é um dos dois árbitros escalados para a meia-final da Taça Davis entre a Croácia e os Estados Unidos, que promete igualmente um ambiente muito quente.

Os croatas apresentam-se em máxima força em Zadar, numa eliminatória disputada em terra batida, com Marin Cilic (6.º ATP), Borna Coric (18.º), Franko Skugor (368.º), Mate Pavic (4.º de pares) e Ivan Dodig (24.º de pares) a receberem uma formação americana composta por Jack Sock (17.º de singulares e 2.º de pares), Steve Johnson (30.º), Frances Tiafoe (40.º), Sam Querrey (61.º) e Mike Bryan (1.º de pares), num duelo que promete muita emoção e imprevisibilidade. A outra ‘meia’ opõe a França à vizinha Espanha.

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