Casamento de 25 anos celebrado em família no Mundial

Bodas de prata de Carl e Julie Vodder passadas em Portugal

Família dinamarquesa no Complexo Desportivo do Jamor
Família dinamarquesa no Complexo Desportivo do Jamor • Foto: FPT
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Há 25 anos, Carl e Julie Vodder conheceram-se no ténis, em 2026, as bodas de prata deste casal dinamarquês foram passadas em Portugal, no Campeonato do Mundo de veteranos por Equipas, juntamente com os três filhos – Vincent, de 14 anos, Theodor, de nove e Oliver, de seis – numa conjugação de competição e férias em família. Por isso, onde estavam os pais, por perto três cabecinhas louras e sorridentes acompanhavam cada pancada dos progenitores que tentavam, depois, imitar em cada momento a solo pelo Complexo Desportivo do Jamor.

“Conhecemo-nos no ténis há 25 anos e estamos juntos desde então. Jogámos muito ténis na altura, eu ainda competi um pouco no circuito e no College, nos Estados Unidos”, começou por relatar Carl Vodder, que integrou a seleção masculina dinamarquesa dos +40 neste campeonato promovido pela Federação Portuguesa de Ténis. “A Julie jogou muito na Dinamarca, mas depois casámos, nasceram os rapazes e começámos a competir cada vez menos. Nos últimos anos, com os miúdos mais velhos retomámos ensinando-lhes a jogar com eles fomos recuperando forma [risos]. Depois começámos a jogar alguns torneios. E pensámos que seria empolgante vir jogar aqui ao Mundial em família”, relatou o gestor de redes sociais, de 46 anos.

Cansada após as três horas passada em court no derradeiro encontro, Julie ainda com o rosto ruborizado pelo esforço, não perdia o sorriso enquanto recordava o percurso no ténis e a viagem a um passado longínquo em Portugal. “Joguei aqui em Portugal o Campeonato da Europa de sub-18 há muitos anos. Este ano, sagrei-me campeã nacional da Dinamarca nos +40 e depois alguns jogadores começaram a falar que deviam vir cá jogar. Fui selecionada, o Carl também e, embora habitualmente compitamos em singulares, também temos ganho alguns torneios em pares mistos. Na despedida do Mundial, ganhou a minha equipa, depois de três horas, aliás o meu estômago está acabado, as pernas também e já fui ao fisioterapeuta três vezes [risos], mas valeu a pena”, contou Julie Vodder, que trabalha na área de Marketing em Copenhaga.

“Também joguei em Portugal algumas vezes, mas desta vez conseguimos ver mais de Lisboa. Todas as noites, tentámos sair com os miúdos e ir conhecer um pouco mais da cidade. Depois de bons momentos na piscina, tentámos sempre fazer coisas divertidas em família”, acrescentou Carl.

Comum ao casal, o orgulho da prole também ter apanhado o gostinho pelo ténis, embora eles mesmos sejam praticantes de pickleball e campeões dinamarqueses nesse desporto. “Os miúdos também jogam. Não sei se querem seguir os nossos passos, mas aqui o Mundial é um bom teste para ver se preferem não ser futebolistas. Esperamos tê-los inspirado para o ténis”, vinco o progenitor, corroborado pela esposa. “Foi um campeonato maravilhoso, gostei muito de regressar a Lisboa. Para o ano, queremos voltar, de preferência em melhor forma física [risos]. Não foi fácil, acordar, aquecer e jogar todos os dias, algo que não fazíamos há muito tempo, e ainda ter de acordar e preparar os miúdos, mas foi muito divertido. Vê-los a bater bolas na parede ali ao fundo, faz-nos acreditar que se podem apaixonar pelo ténis como nós”, rematou Julie, trocando o esgar de dor enquanto caminhava, pelo enorme sorriso para a foto com a prole equipada a rigor.

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