Está difícil respirar

Open da Austrália começou com a vitória de dois portugueses, desmaios e polémicas

• Foto: Getty Images

O Open da Austrália arrancou ontem debaixo de um enorme coro de críticas de quase todos os jogadores, especialmente aqueles que foram obrigados a disputar o qualifying debaixo de fumo intenso provocado pelos incêndios florestais que já queimaram uma área superior ao território de Portugal Continental.

A eslovena Dalila Jakupovic, de 29 anos, foi a maior vítima de todas, ao desistir depois de colapsar em court com um ataque de tosse, quando até estava a ganhar o seu encontro. "Estou furiosa por ter sido obrigada a jogar nestas condições. Nunca tinha vivido nada disto na minha vida. Não conseguia respirar, não conseguia andar, nada. Fiquei muito assustada com toda a situação."

Eugenie Bouchard, antiga top 5 mundial e semifinalista do torneio, também teve de ser assistida pelo médico várias vezes antes de acabar por vencer. "Senti que estava impossível de respirar, fui ficando nauseada. Penso que tem de haver um limite para estas situações e uma altura em que devem definir que temos de parar. Enquanto atletas, a saúde é uma preocupação e nós não queremos estar a competir nestas condições pouco próprias", confessou após o encontro.

Também em Melbourne, mas num torneio de exibição, o ar estava tão mau no encontro entre Maria Sharapova e Laura Siegemund que a russa e a alemã decidiram... parar. "Estava mau demais e não parávamos de tossir. Impossível jogar", defendeu a russa.

A organização do Open da Austrália defendeu que iria parar os encontros sempre que a saúde dos jogadores tivesse posta em causa, mas tal... não aconteceu, o que enfureceu todos os envolvidos, que se fizeram ouvir.

João e Kiko avançam

A jornada de ontem contou com portugueses e vitórias. João Domingues (170º ATP) bateu o alemão Mats Moraing (221º) por 7-6(5) e 6-3 rumo à segunda ronda do qualifying, tal como Frederico Silva (198º), que superou Ji Sung Nam (241º), por 2-6, 6-4 e 6-4. Só Pedro Sousa (139º) foi surpreendido pelo australiano Blake Mott (507º), por 6-3 e 6-4, passando totalmente ao lado do encontro. 

Frederico Silva tentou abstrair-se

Frederico Silva foi o português que jogou na hora de piores condições e aquele que passou mais tempo em court (2h33) antes de seguir em frente: "As condições de jogo não estavam fáceis mas assim que entramos em campo temos de nos tentar abstrair disso e jogar com o que temos. As condições são iguais para todos e temos de conseguir lidar com elas. Certamente não estavam as condições ideais."

Por José Morgado
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