Federer: «Gostava de trabalhar, regressar a casa e depois sair para beber um copo»

Suíço confessa que não sabe o que é "ser uma pessoa normal"

Roger Federer vai cumprir no dia 8 de agosto 38 anos, 21 deles dedicados ao ténis. O suíço, considerado um dos mais bem-sucedidos tenistas de sempre - detentor de 20 títulos em torneios do Grand Slam, um recorde - mantém-se ao mais alto nível graças a uma vida regrada e ao apoio da família, mas não esconde que um gostava de ser uma pessoa comum.

Numa entrevista ao jornal 'El País', a propósito do Masters 1000 de Madrid, perguntam-lhe se pudesse ser outra pessoa por 24 horas, quem gostaria de ser. "Gostaria de ser uma pessoa comum. Como é que vive uma pessoa normal? Podia ser por um dia ou por uma semana... O trabalho não teria de ser algo maravilhoso, algo que me inspirasse, algo normal. É o que mais procuro para a minha família. Quando andamos no circuito é uma loucura. Faço um esforço pela minha mulher e pelos meus filhos, mas gostaria de poder ir trabalhar e, quando terminasse, regressar a casa, para junto da minha família. Ou ir tomar um copo. Como poderia fazer isto? Só posso imaginar. Mas é algo que gostaria de experimentar", frisa o jogador, que é pai de dois pares de gémeos.

E como se vê dentro de 10 anos? "Boa pergunta! Seguramente já terei escolhido outras coisas para fazer além do ténis, coisas que me façam feliz. Também tenho de ter em conta a idade dos meus filhos dentro de 10 anos. As miúdas terão 20 e os rapazes 15, algo completamente diferente e que determinará o que poderei fazer. Espero que a minha fundação tenha crescido, mas também espero continuar ligado ao ténis, seja como mentor de jovens ou de outra forma qualquer. Há muito que se pode fazer, estou ansioso por viver os próximos 10 anos."

Considerado um 'gentleman' no circuito, Federer é um jogador que raramente se irrita. Mas, haverá alguma coisa que o tira do sério? "Os meus filhos. São eles que me põem à prova. Muitas vezes antecipo-me porque sou tenista, faço cara de póquer como se não tivesse acontecido nada. Mas, para o bom e para o mau, nunca tens um momento de aborrecimento com quatro filhos."

Retirada

Já se fazem apostas no circuito sobre a data em que Federer se retirará, mas o jogador não abre o livro. "Como desportista profissional o que queres é retirar-te quando decidires. Será que vou decidir numas férias? Pode ser. Já ganhei o suficiente, dou uma conferência de imprensa e avanço. Mas também posso disputar mais um jogo e pensar 'cheguei até aqui'. Enquanto a decisão for minha a situação é perfeita. Há muita gente que pensa que a minha carreira devia acabar com um final perfeito, mas eu não acho. Procurar um final de conto de fadas... Já o podia ter feito, mas estou tranquilo relativamente a isso."

E como se mantém motivado depois de tantos anos? "Gosto de jogar. Recordo os meus anos de júnior, o que eu gostava era de ir para o próximo jogo. Se a isso somarmos as viagens pelo mundo todo, jogar em grandes campos, posso dizer que sou feliz. E tenho uma grande equipa, que me dá muito apoio porque não posso fazer tudo só. Gosto de vir aos torneios, de encontrar outros jogadores... Eles são como uma família."

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