Georgiana Shapatava encantada com Óbidos Ladies Open

Portuguesas Francisca Jorge e Maria Inês Fonte eliminadas nos quartos de final de pares

Depois da despedida lusa no torneio de singulares, o 4.º Óbidos Ladies Open de 2019, de 25 mil dólares em prémios monetários, ficou sem portuguesas também na variante de pares. Francisca Jorge e Maria Inês Fonte uniram forças pela segunda semana consecutiva e perderam nos quartos de final deste torneio internacional feminino, a contar para o ranking mundial. 

Semifinalistas na semana passada, também na Bom Sucesso Tennis Academy, as jogadoras que treinam e residem no Centro de Alto Rendimento – Jogos Santa Casa, da Federação Portuguesa de Ténis, no Jamor, soçobraram diante do par constituído pela georgiana Sofia Shapatava e a britânica Emily Webley-Smith, pelos parciais de 6-2 e 6-4, em 61 minutos de jogo. 

A dupla de Shapatava e Webley-Smith, 3.ª cabeça de série, continua a sua caminhada quase irrepreensível no presente ano no Bom Sucesso Resort.  

Ao todo já somam doze vitórias nos treze embates disputados lado a lado, triunfos que resultaram, para já, em dois títulos, o último deles a semana passada, e um vice-campeonato. 

Além de ser um torneio onde os resultados são encorajadores, também a forma como são acolhidas é um fator decisivo no constante regresso a Portugal. 

Sofia Shapatava (417.ª classificada no ranking mundial da WTA e 1372.ª no novo ranking da Federação Internacional de Ténis-ITF) disputa os torneios de Óbidos desde o ano passado e já são paragem obrigatória para a jogadora de 30 anos, que conta com três títulos de pares adquiridos neste mesmo torneio. 

"Sinto-me muito bem aqui, gosto mesmo muito das pessoas. Para mim é o mais importante, sinto-me realmente em casa. Sinto-me muito bem-vinda e volto sempre que posso, pois gosto bastante", comentou a detentora de 27 títulos de pares, aquando da cerimónia de entrega de prémios da final que ditou a sua última conquista em Óbidos. 

Na vertente singulares o percurso da tenista de Tbilisi ficou interrompido esta quinta-feira, fruto de um desaire por 6-2 e 6-3 frente à búlgara Petia Arshinkova (670.ª WTA e 344.ª ITF).         

Sofia Shapatava revela que ser tenista na Geórgia não é fácil, embora possua uma grande experiência no circuito, que inclui a presença em todos os torneios do Grand Slam, com destaque a ir para a única participação num quadro principal de Majors em Roland Garros, em 2011, ano em que ultrapassou a fase de qualificação e cedeu na primeira ronda, frente à campeã de 2009, Svetlana Kuznetsova. 

"É muito complicado crescer como jogadora de ténis na Geórgia. Somos um país que pertenceu à União Soviética. No início dos anos 90 a União Soviética dividiu-se e o meu país passou um período muito negro, as pessoas tinham problemas em ter comida e sobreviver, pelo que o desporto não era uma prioridade", disse a georgiana em entrevista prestada em 2017 ao website Socialtennis.com.          

Os recursos são escassos e por isso o leque de tenistas também. "Comecei a jogar ténis aos 10 anos em Tbilisi. Não é um desporto muito popular no país e não tenho nenhum apoio por parte de patrocinadores. Não temos muitos clubes e se quiseres ser jogadora tens de ter um grande espírito de comprometimento. Não temos muitos jogadores, apoios e lugares para treinar. É muito complicado ter grandes resultados com zero apoios", considerou a tenista georgiana. 

Sorte diferente no torneio português teve a sua parceira Emily Webley-Smith (532.ª WTA). A britânica protagonizou a grande surpresa do dia ao afastar a campeã da semana passada, a turca Pemra Ozgen (252.ª WTA), por 6-3 e 6-4. 

Autor: Francisco Semedo

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