Jaime Faria e Henrique Rocha em duelo de amigos por lugar na final do Tavira Mens Open by Crédito Agrícola
Dois mais promissores jovens nacionais decidiram desistir do torneio de pares antes das meias-finais de singulares
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Jaime Faria, de 20 anos, e Henrique Rocha, de 19, os dois jovens mais promissores do ténis português, vão defrontar-se amanhã (Sábado), nas meias-finais do 2.º Tavira Mens Open by Crédito Agrícola. Ambos viveram hoje uma jornada dupla em singulares, na qual jogaram duas rondas, e depois optaram por desistir do torneio de pares, no qual eram os primeiros cabeças de série, a fim de pouparem esforços para a ponta final do torneio.
Esta é a segunda de duas competições internacionais de ténis, da categoria de M25, com 25 mil dólares em prémios monetários, a decorrer na Pedras Tennis & Padel Academy, uma organização do Tavira Racket Club, com o apoio da Federação Portuguesa de Ténis (FPT).
Na semana passada, venceram ambos o torneio de pares, enquanto, em singulares, Faria chegou aos quartos de final e Rocha conquistou o seu quinto título no ITF World Tennis Tour.
Isso significa que, entre pares e singulares, Faria irá discutir amanhã o seu décimo encontro em 11 dias, enquanto para Rocha será o seu 12.º.
Hoje, num dia bem mais soalheiro, embora bastante ventoso, foi possível concluírem-se os oitavos de final, bem como todos os quartos de final.
Jaime Faria, o quinto cabeça de série, começou por bater o ‘wild card’ português Pedro Araújo por 6-3 e 6-1, em uma hora e 13 minutos, e depois afastou o ucraniano Aleksandr Braynin por 6-4 e 6-3, em uma hora e 25 minutos. O jogador do Centro de Alto Rendimento da FPT ainda não perdeu qualquer set, pois na terça-feira tinha dado conta de João Domingues por 6-3 e 6-2.
Bem diferente o apuramento para as meias-finais de Henrique Rocha, o segundo cabeça de série. Se na semana passada o jogador do CAR da FPT, em Oeiras, fez a ‘dobradinha’ sem perder qualquer partida, desta feita começou logo por ceder o primeiro set no terrível confronto de quarta-feira com o austríaco David Pichler (3-6, 6-4 e 6-3). Hoje voltou a perder um set no embate dos quartos de final com o italiano Andrea Guerrieri (6-3, 4-6 e 6-1), que prolongou-se por duas horas e 13 minutos. Antes disso, hoje de manhã, já se tinha superiorizado por 6-4 e 6-4 ao ‘qualifier’ alemão Leopold Zima, em uma hora e 37 minutos.
Haverá de certeza um português na final deste 2.º Tavira Mens Open by Crédito Agrícola. Resta saber se será Henrique Rocha a repetir a final da semana passada ou Jaime Faria. «Haverá um português na final e um de nós poderá ganhar o torneio. Espero que seja eu», disse Faria. «Estou um bocadinho mais desgastado fisicamente, mas amanhã estarei pronto», replicou Rocha.
Henrique Rocha, nascido no Porto, criado e formado na Maia, está na sua 10.ª meia-final do ano em torneios a contar para o ranking do ATP Tour. Ganhou 5 e perdeu 4 e de todas as vezes que passou à final, conquistou o título. Todos os seus cinco troféus do ITF world Tennis Tour foram obtidos em 2023.
Jaime Faria, nascido em Lisboa e residente em Cascais, tendo vivido algum tempo no Algarve, vai disputar a sua quarta meia-final do ano. Venceu 1 e perdeu 2. A sua última final foi no mês passado, na Quinta da Beloura, em Sintra, no primeiro de dois eventos M25, também em hardcourts. Perdeu essa final diante do britânico Harry Wendelken. Na sua carreira, conquistou dois títulos do ITF World Tennis Tour, ambos em 2022.
«O Jaime é o meu melhor amigo e não será fácil», disse Henrique Rocha, que acrescentou: «Nos escalões juvenis ele ganhava-me quase sempre, à exceção talvez da final do Campeonato Nacional de Juniores». Com efeito, Rocha sagrou-se campeão nacional de sub-18, em 2021, batendo o amigo na final por 7-6 e 6-2.
A memória de Faria é um pouco diferente: «Nos juniores é verdade que talvez eu ganhasse mais do que ele, mas nos outros escalões juvenis não me lembro de ter assim uma vantagem tão grande sobre ele». O certo é que foi Faria a levar a melhor nos dois embates anteriores entre ambos em torneios a contarem para o ranking de sub-18 da Federação Internacional de Ténis (ITF), sempre em 2020. Em Vale do Lobo, ganhou por 6-3 e 7-6, e no Porto por 6-4 e 6-2.
Já no circuito profissional, só tem dado Henrique Rocha e os dois triunfos que obteve sobre o seu parceiro de pares aconteceram sempre em 2023, em ‘hardcourts’ e em torneios em que, dias depois, levantou o troféu de campeão. Em fevereiro, nos oitavos de final do M25 de Vila Real de Santo António, ganhou por 6-1 e 6-3; em setembro, no M25 da Beloura, impôs-se nos quartos de final por 6-3, 1-6 e 6-3.
A outra meia-final de singulares irá colocar frente a frente o alemão residente na Parede, Sebastian Fanselow, o 4.º cabeça de série (que hoje vergou nos oitavos de final o português Tiago Pereira por 6-0 e 7-5), e o espanhol Martin Landeluce, de apenas 17 anos, que no ano passado venceu o torneio de sub-18 do Open dos Estados Unidos.
Amanhã a jornada inicia-se às 10h00 com encontros de pares. As meias-finais de singulares nunca irão arrancar antes das 12h30. Note-se que, amanhã, irão também tentar jogar-se dois encontros dos quartos de final, dois das meias-finais e ainda a final de pares. Neste momento, resistem em prova três duplas portuguesas: João Domingues/Gonçalo Falcão, já com reserva nas meias-finais; enquanto nos quartos de final estão Francisco Rocha/Tiago Pereira e Diogo Marques/Martim Simões.