João Sousa acredita que Rui Machado "pode fazer um bom trabalho" na Taça Davis
Novo selecionador estreou-se com uma derrota no Cazaquistão mas o jogador mostra-se otimista
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Rui Machado estreou-se como capitão da seleção portuguesa de ténis com uma derrota frente ao Cazaquistão, por 3-1, mas João Sousa acredita que o treinador algarvio "pode fazer um trabalho muito bom" na Taça Davis.
"Todos nós tivemos oportunidade de jogar com o Rui e com o Gonçalo Nicau [adjunto], a faixa etária é um pouco mais próxima e existe um à-vontade diferente. Eles estão a começar e a lidar bem com as novas funções. Existe um ambiente muito bom na equipa, o que é sempre importante, mas estamos no início e não dá para tirar muitas ilações. Mas acredito que possam fazer um bom trabalho, têm um bom grupo e muita experiência de Taça Davis, o que acaba por ser fundamental para nós, porque transmitem-nos isso para o campo", defendeu João Sousa, sublinhando que a equipa técnica anterior, liderada por Nuno Marques, fez também "um excelente trabalho".
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Portugal disputou o qualifying para o Grupo Mundial da Taça Davis, pela terceira vez, depois de 1994 e 2017, e voltou a falhar, ao perder diante a equipa cazaque, mas o vimaranense mostra-se esperançado no futuro nacional e defende que será uma questão de tempo para ascender ao lote das 18 nações que disputam a fase Final da prova.
"Temos feito um bom trabalho e por merecer chegar ao Grupo Mundial, mas isso só o futuro o dirá. Temos muita vontade, e acredito que temos nível para o fazer. Quando assim é, mais tarde ou mais cedo, acaba por acontecer", manifestou.
João Sousa e Rui Machado foram companheiros de equipa quando Portugal venceu pela última vez uma eliminatória fora de casa, em 2013, na Moldávia. Na altura, o minhoto perdeu o terceiro singular e deixou a decisão da eliminatória nas mãos do algarvio, que acabou por entregar o triunfo à seleção portuguesa. Passados seis anos, Machado é selecionador, e João Sousa não esconde o sonho de, um dia, também ele exercer a função.
"Não digo que não, se existir essa oportunidade. Tenho alguma experiência na Taça Davis, já joguei várias eliminatórias e, embora não conheça os meus dotes como treinador, acho que poderia transmitir essa experiência e ser uma ajuda para os mais jovens. Seria um motivo de orgulho, um dia, ser selecionador", admitiu o número um português, garantindo, contudo, nunca ter pensado antes em tal cenário.
Após no Cazaquistão, Portugal volta a disputar Grupo I da Zona Europa/África, cujo sorteio realizado na quarta-feira ditou um confronto na Bielorrússia em setembro, para discutir o acesso aos 'play-offs' de qualificação para o grupo final da Taça Davis, em 2020.